O fundo imobiliário CPTS11, gerido pela Capitânia S.A., divulgou seu relatório gerencial referente a fevereiro, destacando o crescimento na liquidez e no número de investidores.
A base de cotistas avançou de 360.817 para 366.303, reforçando o interesse pelo fundo no mercado secundário.
Além disso, o volume médio diário negociado (ADTV) atingiu R$ 9,3 milhões, acima da média de R$ 7,4 milhões dos últimos 12 meses. No total, foram movimentados R$ 167,5 milhões, com presença em 100% dos pregões do período.

Desempenho do CPTS11
O CPTS11 registrou resultado de R$ 31,8 milhões em fevereiro, praticamente estável em relação aos R$ 31,9 milhões apurados em janeiro, o que equivale a R$ 0,091 por cota. O desempenho foi sustentado por uma receita total de R$ 39,7 milhões, frente a despesas de R$ 7,9 milhões no período.
Com isso, o fundo distribuiu R$ 0,09 por cota, mantendo o mesmo patamar dos últimos meses. O pagamento foi realizado em 18 de março, para investidores com posição em 11 de março.
Segundo o documento, ao final de fevereiro, o valor patrimonial por cota do fundo era de R$ 9,18, enquanto a cota era negociada a R$ 8,09. Esse cenário indica que o fundo operava com desconto no mercado secundário, o que pode chamar atenção de investidores atentos a oportunidades.
Ademais, o patrimônio líquido encerrou o mês em R$ 3,24 bilhões, enquanto o valor de mercado estava em R$ 2,85 bilhões, refletindo essa diferença entre preço e valor patrimonial.
Carteira e investimentos
Segundo o relatório, o fundo manteve 100% de adimplência em fevereiro. Atualmente, a carteira do CPTS11 é composta majoritariamente por 68,8% em cotas de outros fundos imobiliários. Além de 24,6% em Certificados de Recebíveis Imobiliários e demais ativos complementares
No segmento de crédito, cerca de 96% dos devedores estão listados, indicando maior transparência e acompanhamento das operações, conforme o documento.
Em paralelo, a taxa líquida estimada da carteira subiu de 10,19% para 11,01% em fevereiro, considerando a relação entre o preço de mercado e os ativos do fundo.
Por fim, a gestão destaca que a taxa interna de retorno (TIR) da carteira de CRIs, desde o início, está em 12,3% ao ano, com desempenho comparado ao índice de referência IMA-B.
Com crescimento de liquidez, estabilidade nos dividendos e negociação com desconto, o CPTS11 segue como um fundo relevante dentro da estratégia de renda.
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