O fundo imobiliário CPSH11, gerido pela Capitania Capital, divulgou o balanço de setembro com queda de 15,41% no resultado, passando de R$ 9,467 milhões em agosto para R$ 8,008 milhões em setembro.
Mesmo com a baixa, o desempenho foi sustentado por ganhos de R$ 9,667 milhões, obtidos através de investimentos em shoppings e participações estratégicas em outros fundos imobiliários.
Com base no resultado, o CPSH11 manteve a distribuição de R$ 0,10 por cota em dividendos pelo segundo mês consecutivo, totalizando R$ 7,969 milhões pagos aos cotistas. Considerando a cotação de mercado, o dividend yield (rendimento de dividendo) anualizado foi de 12,91%, um retorno considerado elevado dentro do segmento de shoppings.
Ao fim de setembro, o Valor Patrimonial por Cota (VPC) era de R$ 11,53, enquanto o valor de mercado estava em R$ 9,83, refletindo um deságio aproximado de 15%.
Segundo a Capitania Capital, essa diferença entre preço e valor patrimonial representa uma oportunidade de entrada para investidores que buscam exposição ao setor de shoppings com desconto relevante. O fundo encerrou o mês com 25.217 cotistas, refletindo um crescimento constante.
Portfólio do CPSH11 em setembro
Durante o mês, mesmo em um ambiente de juros elevados, o CPSH11 manteve sua estratégia de foco em empreendimentos de grande porte e elevada liquidez. De acordo com a gestora, o cenário atual tem aberto oportunidades para aquisição de ativos de qualidade, que em condições normais dificilmente estariam disponíveis no mercado.
Entre as principais operações do período, destacam-se a venda do shopping Praia de Belas, localizado em Porto Alegre (RS), e a alienação do Complexo Tatuapé, em São Paulo, devido a compra do Internacional Guarulhos e o ajuste na participação no Iguatemi Fortaleza.
Além disso, o fundo deu início à monetização de parte de suas posições nos empreendimentos Catarina Fashion Outlet e Cidade Jardim, ambos administrados pela JHSF. Esses ativos passam a integrar o novo veículo JHSF Malls FII, voltado à consolidação de ativos premium do grupo.
Após essas realocações, o CPSH11 entra em uma nova fase de crescimento, com o objetivo de alocar o caixa disponível em novos investimentos, especialmente em shoppings dominantes e cotas de FIIs do mesmo segmento.













