As ações da Petrobras (PETR3; PETR4) avançam nas negociações desta segunda-feira (20), após o BTG Pactual revisar seu preço-alvo para US$ 22 por ADR (cerca de R$ 56 por ação), com base no fim de 2027, além de reiterar a recomendação de compra.
Na visão do banco, a estatal deve entregar resultados sólidos nos próximos trimestres, sustentados por dividendos robustos e pelo desempenho das margens elevadas de refino.
Diante da revisão, por volta das 15h23 (horário de Brasília), PETR3 avançava 1,42%, cotada a R$ 46,46, enquanto PETR4 subia 1,08%, para R$ 41,34.
Anteriormente, o BTG Pactual mantinha o preço-alvo em US$ 25, com horizonte para o fim de 2026. Apesar da redução nominal, a atualização do valuation considera um prazo maior. Com o ADR negociado próximo de US$ 17,97, o novo preço-alvo representa um crescimento de aproximadamente 22%.

BTG Pactual análisa Petrobras
Segundo o BTG Pactual, o mercado ainda não precifica integralmente a importância dos preços elevados dos combustíveis para a tese de investimento da Petrobras.
O banco destaca que cerca de 70% da produção de petróleo da companhia é direcionada às refinarias, permitindo que a estatal capture o cenário de margens de refino mais elevadas.
Assim, o BTG projeta yield de fluxo de caixa ao acionista de aproximadamente 10% em 2026 e 12% em 2027, enquanto o dividend yield (rendimento de dividendo) deve permanecer próximo de 10% em ambos os anos.
“Se a dinâmica atual dos spreads de refino se mantiver no segundo semestre de 2026 e 2027, a geração de caixa e a capacidade de dividendos da Petrobras podem melhorar ainda mais”, afirmaram os analistas.
Em um cenário mais otimista, com Brent e margens de refino acima das premissas utilizadas pelo banco, o yield de fluxo de caixa ao acionista pode atingir cerca de 22% em 2027, enquanto o dividend yield pode alcançar aproximadamente 14%.
BTG projeta resultado para o 2T26
O banco também mantém uma visão positiva para o balanço da Petrobras referente ao segundo trimestre de 2026 (2T26).
As estimativas apontam para um EBITDA ajustado de US$ 18,9 bilhões, representando alta de 67% em relação ao primeiro trimestre e de 106% na comparação anual.
Além disso, o lucro líquido é projetado em US$ 9,5 bilhões, avanço de 53% frente ao 1T26 e de 102% em relação ao mesmo período do ano anterior. O fluxo de caixa ao acionista deve atingir cerca de US$ 2,6 bilhões, enquanto os dividendos são estimados em aproximadamente US$ 2,5 bilhões.
Diante desse cenário, o BTG Pactual espera que a companhia anuncie US$ 2,5 bilhões em dividendos junto à divulgação dos resultados do 2T26, prevista para 6 de agosto.
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