As ações da Petrobras (PETR3; PETR4) operam em campo positivo nesta segunda-feira (04), em meio à repercussão de novos anúncios da companhia e dos dados operacionais do primeiro trimestre de 2026 (1T26).
No período, a estatal registrou produção média de 3,197 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), avanço de 16,4% na comparação anual.
Com isso, por volta das 16h20 (horário de Brasília), os papéis preferenciais PETR4 subiam 0,59%, a R$ 49,36, enquanto os ordinários PETR3 recuavam 0,24%, a R$ 54,55.

1T26 da Petrobras
Entre janeiro e março, as exportações de petróleo da Petrobras somaram 888 mil barris por dia (bpd), alta expressiva de 61,2% frente ao mesmo período de 2025.
Em paralelo, a produção comercial de óleo e gás atingiu 2,831 milhões de boed, crescimento de 15,9% na mesma base de comparação. Já a produção de petróleo isoladamente chegou a 2,583 milhões de bpd, avanço de 16,3%.
Segundo a companhia, o desempenho foi sustentado pelo avanço operacional de plataformas como os FPSOs P-78, no campo de Búzios, Alexandre de Gusmão, em Mero, além de Anna Nery e Anita Garibaldi, nos campos de Marlim e Voador.
No pré-sal, a produção média foi de 2,189 milhões de bpd, alta de 17,8% na base anual e de 3,5% frente ao trimestre imediatamente anterior.
Gás natural sobe e pressiona custos
No segmento de gás natural, a produção totalizou 613 mil boed no 1T26, crescimento de 16,5% em relação ao 1T25.
Além dos números operacionais, a companhia anunciou um reajuste de 19,2% no preço do gás natural vendido às distribuidoras, válido desde 1º de maio.
De acordo com a Petrobras, os preços seguem atrelados a variáveis como o petróleo Brent, câmbio e benchmarks internacionais, como o Henry Hub nos Estados Unidos.
A movimentação ocorre em meio à pressão global sobre energia, intensificada pelos conflitos no Oriente Médio. A Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás) já indicava, no mês anterior, expectativa de reajuste próximo a 20%.
Alta no preço do QAV
Outro movimento relevante foi o aumento de 18% no preço do querosene de aviação (QAV), também a partir de 1º de maio, equivalente a um acréscimo de cerca de R$ 1,00 por litro.
A companhia informou que continuará oferecendo uma alternativa de parcelamento do reajuste em até seis vezes, com início dos pagamentos em julho de 2026.
“Essa medida visa preservar a demanda pelo produto e mitigar os efeitos do reajuste no setor de aviação brasileiro, assegurando o bom funcionamento do mercado”, explicou.
Diferentemente do gás natural, que possui revisão trimestral, os ajustes do QAV ocorrem mensalmente, conforme previsto em contrato.
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