A Bolsa brasileira (B3) anunciou que, a partir desta segunda-feira (20), passa a operar com horário estendido para os contratos futuros de criptomoedas como Bitcoin (BIT), Ethereum (ETR) e Solana (SOL). Além disso, a alteração também se estende ao ouro (GLD).
Com a mudança, o novo horário passa a ser das 9h às 20h (horário de Brasília), ampliando a janela de negociação para 11 horas contínuas.
Segundo a B3, a alteração ocorre diante do crescimento da demanda por exposição a criptoativos e metais preciosos em ambientes regulados, impulsionada pelas incertezas globais.
Além disso, reflete a busca dos investidores por maior flexibilidade para ajustar posições fora do horário tradicional do mercado.

Efeitos da mudança
Com isso, o mercado passa a ter maior capacidade de reação a eventos externos ao longo do dia, especialmente no caso das criptomoedas, que operam globalmente em regime contínuo.
A movimentação também se alinha a outros mercados no exterior, nos quais ativos com forte correlação já contam com horários ampliados, acompanhando uma base de investidores mais ativa e conectada a movimentos de curto prazo.
No caso do ouro, o horário estendido tende a ampliar a resposta a episódios de aversão ao risco, já que o metal costuma ser buscado como proteção em momentos de maior volatilidade global.
Criptomoedas na B3
A sessão foi de cautela para o mercado de criptomoedas nesta segunda-feira (20). Com o aumento das tensões no Oriente Médio e a alta nos preços do petróleo, os investidores adotaram uma postura mais defensiva.
Por volta das 17h30 (horário de Brasília), o Bitcoin operava em alta de 1,92%, cotado a cerca de R$ 379 mil, após ter registrado leve queda nas primeiras horas do dia.
O movimento ocorre após um fim de semana marcado por novos episódios de instabilidade, que reduziram as expectativas de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã antes do prazo do cessar-fogo.
Ainda assim, o Bitcoin conseguiu sustentar patamares mais elevados, mantendo um certo nível de otimismo no mercado de criptomoedas.
Confira o desempenho das dez maiores criptomoedas do mundo hoje:
| Ativo | Preço | 24h | 7d | YTD |
| Bitcoin (BTC) | US$ 75.257,42 | -0,37% | 6,06% | -14,00% |
| Ethereum (ETH) | US$ 2.310,43 | -0,79% | 5,51% | -22,13% |
| Tether (USDT) | US$ 1,00 | 0,00% | 0,03% | 0,18% |
| XRP (XRP) | US$ 1,41 | -0,90% | 6,72% | -23,02% |
| BNB (BNB) | US$ 625,84 | 0,55% | 4,69% | -27,50% |
| USDC (USDC) | US$ 0,9997 | 0,00% | 0,01% | 0,01% |
| Solana (SOL) | US$ 85,29 | -0,23% | 4,06% | -31,48% |
| TRON (TRX) | US$ 0,3299 | -0,04% | 2,57% | 16,05% |
| Dogecoin (DOGE) | US$ 0,09438 | -0,15% | 3,78% | -19,53% |
| Hyperliquid (HYPE) | US$ 41,08 | -5,19% | -1,61% | 61,56% |
Desempenho do ouro
Em paralelo às criptomoedas, o ouro operava em queda de 0,89%, cotado a R$ 4.836,11 no mesmo horário, também pressionado pelas tensões no Oriente Médio e pela retomada do bloqueio no Estreito de Ormuz.
Ademais, na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o contrato para junho encerrou em baixa de 1,04%, a US$ 4.828,80 por onça-troy. Já a prata para maio recuou 2,20%, a US$ 80,03 por onça.
Por fim, com o avanço dos criptoativos na B3 e a ampliação do horário de negociação, o mercado abre espaço para novas estratégias e maior dinamismo nas operações.
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