As ações da Alphabet (GOGL34), controladora do Google, encerraram esta segunda-feira (12) em alta após a companhia atingir, pela primeira vez em sua história, o valor de mercado de US$ 4 trilhões, tornando-se a quarta empresa do mundo a alcançar esse patamar.
No fechamento do pregão, os papéis avançaram 0,64%, a R$ 148,24. No acumulado de 2026, a valorização é de 6%, enquanto em 2025 as ações já haviam registrado alta de cerca de 65%.
O desempenho recente reflete o reposicionamento estratégico da empresa no setor de inteligência artificial (IA), área que voltou a colocar a Alphabet em destaque entre as grandes empresas de tecnologia.
Durante a sessão, a Apple (AAPL34), principal concorrente do Google, informou que escolheu a plataforma de IA da Alphabet, o Gemini, como base para sua assistente virtual ainda neste ano.
Na última quarta-feira (07), a controladora do Google já havia ultrapassado a Apple em valor de mercado pela primeira vez desde 2019, tornando-se a segunda empresa mais valiosa do mundo.
Alphabet: Investimentos em IA
Com o novo marco, a Alphabet também ajudou a reduzir as preocupações do mercado sobre o retorno de seus investimentos em IA. Entre as iniciativas recentes, destaca-se o lançamento do Gemini 3, que teve recepção positiva de consumidores e analistas, e o anúncio do Ironwood, chip de IA próprio desenvolvido como alternativa às soluções da Nvidia.
Segundo reportagem da Reuters, a Samsung Electronics pretende dobrar, ainda neste ano, o número de dispositivos móveis com recursos de IA, impulsionados pelo Gemini do Google.
Além disso, os avanços da Alphabet têm aumentado a pressão competitiva sobre a OpenAI, especialmente após a recepção morna do lançamento do GPT-5 entre parte dos usuários.
Os reflexos financeiros já aparecem nos resultados. A receita do Google Cloud avançou 34% no terceiro trimestre, enquanto a carteira de contratos da unidade atingiu US$ 155 bilhões. O crescimento também foi impulsionado pelo aluguel dos chips de IA desenvolvidos pelo próprio Google, antes restritos ao uso interno, para clientes externos.












