O fundo imobiliário CPTS11, gerido pela Capitânia S.A., divulgou o balanço de agosto, registrando lucro líquido de R$ 27,782 milhões, um leve aumento de 0,23% em relação a julho, quando atingiu R$ 27,719 milhões. Esse foi o melhor resultado dos últimos três meses. A receita do período somou R$ 39,877 milhões, enquanto as despesas operacionais chegaram a R$ 12,095 milhões.
Com esse desempenho, o fundo distribuiu R$ 0,085 por cota em dividendos no final de agosto equivalente a um montante de R$ 27,927 milhões. O valor contou com um acréscimo de R$ 0,001 por cota em relação a julho.
Para as próximas distribuições, a Capitânia apresentou três cenários, considerando a cotação de mercado de R$ 7,45 por cota. No mais otimista, a projeção é de proventos de até R$ 0,10 por cota, com dividend yield (rendimento de dividendo) anualizado de 17,35%.
Já no cenário central, esse valor é de R$ 0,09 por cota, com rendimento anual de 15,50%. Na estimativa mais cautelosa, a expectativa é de até R$ 0,08 por cota, com um dividend yield de 13,67% ao ano.
Além disso, o CPTS11 também apresentou valorização de 3,54% no mercado secundário, com retorno sobre o patrimônio líquido (PL) de 0,71%. No mesmo período, o índice de fundos imobiliários (Ifix) avançou 1,16% e o índice de títulos públicos atrelados à inflação (IMA-B) subiu 0,84%, mostrando a performance superior do fundo.
Portfólio do CPTS11
No fechamento do mês, o portfólio do CPTS11 era composto por 16 Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), correspondendo a 31,9% do total dos ativos, todos atrelados ao Índice de preços ao consumidor (IPCA). E outros 59,1% da composição com a parte de fundos imobiliários, com 89 posições, sendo 83,8% FIIs de tijolo e 16,2% FIIs de papel.
Entre os destaques do mês, estão a conclusão de uma operação no XPLG11, fundo gerido pela XP Vista, e a assinatura de um memorando de entendimentos em outra negociação.
Essas movimentações marcam a finalização de um ciclo de investimentos no segmento logístico, que gerou ao CPTS11 uma Taxa Interna de Retorno (TIR) de 19,55% ao ano, mesmo em um cenário com taxa básica de juros (Selic) a 15% ao ano.











