O BTG Pactual revisou a recomendação para a Petrobras (PETR4) em relatório divulgado nesta quinta-feira (21), após os resultados do segundo semestre de 2025 (2S25). O banco reiterou a compra das ações, com preço-alvo em R$ 44, representando um potencial de valorização de 46,08% em relação ao valor de fechamento da véspera, de R$ 30,22.
Por volta das 16h10 (horário de Brasília), os papéis da petroleira avançavam 0,36%, cotados a R$ 30,34.
Embora mantenha a cautela em relação às commodities e reconheça que a percepção sobre a estatal se deteriorou, o BTG vê oportunidades relevantes na companhia.
“Vemos um perfil de risco-retorno interessante para os próximos 12 a 18 meses, apesar de reconhecermos que a ausência de catalisadores de curto prazo e potenciais anúncios de M&A (fusões e aquisições), especialmente em etanol, podem pesar sobre as ações”, dizem os analistas Luiz Carvalho e Gustavo Cunha.
Os analistas projetam uma recalibração para baixo do capex (despesas de capital) de 2026, considerando o valor do petróleo Brent em 2025. Eles destacam que a produção da Petrobras deve ficar perto do limite máximo previsto para este ano, o que deve resultar em forte geração de caixa e levar o rendimento de dividendos para entre 10% e 11% ao ano.
Mercado analisa os riscos
A Petrobras (PETR4) planeja retornar ao setor de etanol ainda neste semestre, aplicando mais de US$ 1 bilhão em investimentos. No entanto, embora o impacto sobre os dividendos seja pequeno no curto prazo, a operação tende a exigir maior endividamento da companhia no futuro, segundo o BTG.
O banco também ressalta que as eleições presidenciais de 2026 podem gerar volatilidade e impactar o valor das ações antes do pleito.
Por esses motivos, a recomendação de compra do BTG Pactual não é consenso no mercado. Outros bancos, como o Citi, mantém indicação neutra para os papéis da Petrobras, com preço-alvo de R$ 35.
Os analistas explicam que, embora as ações sejam uma boa opção para quem busca rendimento, talvez a companhia não seja a melhor alternativa para investir apenas por esse motivo.
Petrobras (PETR4) distribui dividendos
O conselho de administração da Petrobras (PETR4) aprovou a distribuição de R$ 8,66 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio (JCP), equivalentes a R$ 0,67192409 por ação ordinária e preferencial.
O pagamento, referente ao segundo trimestre de 2025 (2T25), será realizado em duas parcelas: a primeira em 21 de novembro e a segunda em 22 de dezembro de 2025. Terão direito aos proventos os investidores que estiverem posicionados na ação até esta quinta-feira (21), data de corte.
Na quarta-feira (20), a estatal já havia realizado o pagamento da primeira parcela dos R$ 11,72 bilhões em dividendos e JCP, referentes ao primeiro trimestre de 2025 (1T25).











