As ações da Vale (VALE3) figuram entre as maiores quedas do Ibovespa (Ibov), principal índice da Bolsa brasileira (B3), nesta quinta-feira (14) após a conclusão definitiva do processo de recuperação Judicial da Samarco.
A operação complexa envolveu a reestruturação de passivos superiores a R$ 50 bilhões e cerca de 10 mil credores. O caso teve início em novembro de 2015, após o rompimento da barragem de Fundão, localizada em Mariana (MG), tragédia que causou mortes, graves danos ambientais e a paralisação das atividades da mineradora por vários anos.
A decisão sobre o processo foi proferida pela 2ª Vara Empresarial da Comarca de Belo Horizonte, com parecer favorável do Ministério Público do Estado de Minas Gerais, que considerou que a recuperação judicial “cumpriu sua finalidade”.
Ferro cai e pressiona Vale (VALE3)
Mesmo com o fim do processo da Samarco, as ações da Vale (VALE3) recuaram, refletindo o desempenho negativo do minério de ferro, que também afetou outras mineradoras e siderúrgicas.
Por volta das 15h50 (horário de Brasília), os papéis da Vale caíam 1,52%, cotados a R$ 53,27. No mesmo horário, CSNA3 despencava 5,39%, valendo R$ 7,02, enquanto CMIN3 recuava 1,22%, a R$ 4,84.
Na China, o contrato mais líquido do minério de ferro, com vencimento em janeiro de 2026, encerrou o pregão na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) em queda de 2,94%, a 775 yuans (US$ 108,06) por tonelada.
A baixa foi motivada pela ordem do gorveno chinês de suspensão das atividades de construção de pelo menos 12 províncias e arredores antes de um desfile militar em Pequim, marcado para 3 de setembro.
O diretor administrativo da Navigate Commodities em Cingapura, Atilla Widnell, apontou que, “Como resultado, não é de se surpreender que os futuros do vergalhão de Xangai e do minério de ferro em Dalian e Cingapura tenham sofrido vendas significativas.”











