O fundo imobiliário XPML11, com gestão da XP Asset, divulgou o seu relatório gerencial referente a julho. No período, a receita foi de R$ 57,374 milhões, representando uma queda de 14,97% em relação ao mês anterior, quando atingiu R$ 67,475 milhões. As despesas operacionais totalizaram R$ 9,218 milhões.
Com isso, o FII ainda necessita de cerca de R$ 347 milhões até o fim de 2025 para atender às obrigações referentes a compras parceladas realizadas desde 2024. O valor é sete vezes maior que o lucro registrado em julho, de R$ 48,154 milhões, que apresentou redução de 17,49% frente a junho, quando somou R$ 57,374 milhões.
O XPML11 também distribuiu R$ 52,183 milhões em dividendos, correspondentes a R$ 0,92 por cota no período. Com base no fechamento da cotação em 18 de julho, de R$ 102,90, o dividend yield (rendimento de dividendo) foi de 0,89%, mantendo um resultado acumulado não distribuído de R$ 0,77 por cota, reforçando a consistência dos proventos mensais.
Ainda em julho, as vendas por metro quadrado chegaram a R$ 1.611, avanço de 6,0% ante o mês anterior. Já o Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciações e Amortizações (NOI) por metro quadrado atingiu R$ 133, um aumento de 16,8% na mesma comparação.
Entre as mudanças relevantes no portfólio do XPML11 durante o período, destaca-se o pagamento de cerca de R$ 2,6 milhões referentes ao NOI Garantido do portfólio da SYN Prop e Tech, além da conversão do Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) usado para adquirir indiretamente 10,04% do Shopping Pátio Higienópolis em participação de uma SPE com a mesma exposição no ativo.
Futuro do XPML11
Para o fim do ano é esperada uma atenção maior para o fluxo de caixa. De acordo com o relatório gerencial do XPML11, até o fim do ano as obrigações devem ultrapassar a soma de recebíveis, disponibilidades e saldos em caixa, resultando em um déficit de aproximadamente R$ 347 milhões. No entanto, novas operações de compra ou venda de ativos ao longo do tempo podem alterar esse cenário.
O patrimônio líquido do fundo é de R$ 6,6 bilhões, com ativos imobiliários totalizando R$ 7,9 bilhões. Enquanto a dívida total soma R$ 560 milhões.
Como medida para atender às necessidades de liquidez sem comprometer a estrutura de capital, a XP Asset considera a venda de ativos, ações de reciclagem de portfólio para otimizar risco e retorno, emissão de cotas, ainda que o valor patrimonial por cota esteja acima do preço de mercado, e captação de recursos via dívida ou securitização de recebíveis, o que elevaria o nível de alavancagem do fundo até o final de 2025.











