O Banco do Brasil (BBAS3) informou nesta quinta-feira (3) que aplicará R$ 230 bilhões para o financiamento do Plano Safra 2025/2026, crescimento de 2% em comparação com o valor investido na safra anterior.
Em 2024, o BB teria até então desembolsado o maior volume da história para o Plano Safra, com R$ 225 bilhões. Neste ano, mesmo em meio a um aumento de inadimplência no agronegócio, aumentou o investimento.
Do montante, R$ 54 bilhões serão destinados a pequenos e médios produtores, R$ 106 bilhões para a agricultura empresarial, que abrange grandes produtores, cooperativas e agroindústria, e os R$ 70 bilhões restantes para a Cédula de Produtor Rural.
“O Banco manteve a liderança nos financiamentos para a agricultura familiar e empresarial, registrando crescimento em todos os programas do Plano Safra do Governo Federal”, disse a presidente do BB, Tarciana Medeiros.
Por volta das 16h27 (horário de Brasília), os papéis do banco avançavam 1,27%, valendo R$ 22,27.
Inadimplência do agronegócio
Atualmente, o agronegócio demonstra alta inadimplência no mercado de crédito. De acordo com a Serasa Experian, a falta de pagamento do produtor rural pessoa física, por exemplo, alcançou 7,9% no primeiro trimestre de 2025 (1T25).
A maior parte do descumprimento ocorre no Amapá, onde 2 em cada 10 produtores deixaram de pagar suas dívidas há mais de 180 dias. Já o Rio Grande do Sul ostenta a menor taxa do país, com apenas 4,8% dos produtores com contas em aberto.
Plano Safra
Nesta segunda-feira (30), o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou o Plano Safra 2025/26, com previsão de repasse de R$ 516,2 bilhões para a agricultura empresarial e R$ 89 bilhões para a agricultura familiar.
Desse total, R$ 78,2 bilhões do valor serão destinados para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), além de R$ 1,1 bilhão para garantia da safra e outros R$ 3,7 bilhões para compras públicas.
O Plano Safra é um programa do Governo Federal com objetivo de facilitar o financiamento do agronegócio no período de colheita. Com ele, os bancos oferecem linhas de crédito mais econômicas, o que facilita o custeio da cadeia produtiva brasileira.
Entretanto, vem recebendo críticas do agronegócio, já que a taxa de juros definida para a concessão dos empréstimos também atingiu o maior patamar histórico, elevando-se de 11,5% para 13,5% ao ano.
“Com juros próximos da taxa Selic atual [de 15%], o crédito rural se torna praticamente inacessível para a maioria dos produtores, sobretudo em um momento de elevado endividamento no campo”, afirmou a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT).











