O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, nesta terça-feira (17), de acordo com documento publicado pelo órgão, a compra do Banco Master, sem restrições, por parte do Banco de Brasília (BRB).
A negociação envolve a aquisição de 58% do capital do Banco Master por um valor de R$ 2 bilhões, incluindo 100% das ações preferenciais e 49% das ordinárias. No entanto, mesmo com a aprovação do superintendente-geral do Cade, Alexandre Barreto, ainda é necessário o aval do Banco Central (BC) para dar continuidade à aquisição.
Com o parecer, o requerimento ainda pode chegar ao Tribunal do órgão por indicação de algum conselheiro ou concorrente. Caso não ocorra nenhuma manifestação por parte do Tribunal em 15 dias, a operação será considerada como aprovada em definitivo na esfera concorrencial.
BRB e Master: Detalhes da negociação
Atualmente, o capital do Banco Master é detido pela Master Holding Financeira e DV Holding Financeira. Em relato ao Cade, os bancos informaram que a negociação será realizada depois de uma reorganização do Master com a segregação de alguns ativos.
A expectativa é de que a operação aconteça em breve. Em maio, o BRB deve tirar aproximadamente R$ 33 bilhões em ativos da conta, restando R$ 30 bilhões no patrimônio do Master, justamente na parte que será adquirida pelo Banco de Brasília.
O controlador do Master, Daniel Vorcaro, estaria tentando encontrar novos sócios para essa parte. Os ativos não incorporados serão transferidos para uma nova empresa, denominada Master Serviços S.A., segundo documento.
Entre eles estão o Banco Master de Investimento S.A., KOVR Participações S.A., Master Patrimonial Ltda., Mombaça Empreendimentos e Participações S.A., NK 031 Empreendimentos e Participações Ltda. e Santa Ester Empreendimentos e Participações S.A., todos incluindo suas subsidiárias.
Desde o fim de março, a compra do Banco Master pelo BRB vem sendo bastante discutida no mercado. O governador do DF, Ibaneis Rocha, afirmou que a aprovação da operação pelo Cade demonstra que o GDF, controlador do BRB, está “no caminho certo e agindo dentro da legalidade”.











