A Petrobras (PETR4) informou nesta segunda-feira (2), que reduzirá os valores da gasolina para as distribuidoras a partir desta terça-feira (3). O preço médio da gasolina A terá corte de 5,6%, passando para R$ 2,85 por litro, queda de R$ 0,17.
“Considerando a mistura obrigatória de 27% de etanol anidro e 73% de gasolina A para composição da gasolina C vendida nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará a ser de R$ 2,08 /litro, uma redução de R$ 0,12 a cada litro de gasolina C”, comunicou a petroleira.
O corte ocorre em meio à queda do preço do petróleo, derivada da guerra comercial iniciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A Petrobrás acumula uma redução de R$ 0,22 por litro — 7,3% do valor — nos preços da gasolina para distribuidoras desde dezembro de 2022, com o último ajuste sendo em julho de 2024.
A presidente da companhia, Magda Chambriard, afirmou que os preços de combustíveis como gasolina, diesel e querosene de aviação (QAV) poderiam cair mais, aumentando o impacto no recuo.
PETR4: Queda dos commodities
Além da gasolina, na última sexta-feira (30) a Petrobras (PETR4) também derrubou o preço médio de venda do QAV para as distribuidoras, redução de R$ 0,28 por litro ante maio de 2025.
O novo valor passou a valer neste domingo (1), “Tanto a gasolina quanto o diesel estão abaixo do preço de paridade internacional. Por enquanto estamos acompanhando. Se o petróleo cair mais, vamos reduzir os combustíveis. Tanto gasolina quanto diesel e querosene de aviação”, já teria alertado Chambriard.
Somente esse ano o diesel já passou por três diferentes reduções, com a mais recente sendo no dia 5 de maio, quando a petroleira cortou 4,66%, ou R$ 0,16 por litro do seu valor.
A Petrobras produz o combustível em suas refinarias, comercializando ou importando apenas para distribuidoras que, dessa forma, transportam e comercializam os produtos para as empresas de transporte aéreo e outros consumidores finais nos aeroportos, ou revendedores como os postos.
Às 14h37 (horário de Brasília), as ações da companhia tinham alta de 1,10%, valendo R$ 31,24. Seguindo a linha, o contrato mais líquido do Brent, referência global do petróleo, subia 3,33%, a US$ 64,87.
A presidente ainda afirma que a companhia observa o movimento do mercado para eventuais alterações a cada 15 dias.











