O fundo imobiliário LVBI11, sob gestão da Pátria-VBI, divulgou seu relatório gerencial referente a setembro, com resultado de R$ 12,98 milhões, o que representa uma alta de 4,49% em relação ao mês anterior, quando registrou R$ 12,425 milhões.
No período, a receita total foi de R$ 15,46 milhões, com os aluguéis contribuindo com R$ 14,889 milhões e as receitas mobiliárias, com R$ 562 mil. Em paralelo, as despesas somaram R$ 2,136 milhões.

Fundo mantém dividendos estáveis
Diante desse desempenho, o LVBI11 distribuiu R$ 12,894 milhões em dividendos, equivalentes a R$ 0,80 por cota, mantendo o mesmo patamar do mês anterior. O pagamento foi realizado em 7 de outubro, para investidores com posição no fundo em 30 de setembro, data de corte.
Com base na cotação de R$ 97,90 no fechamento de setembro, o dividend yield (rendimento de dividendo) mensal do fundo foi de 0,82%. Enquanto anualizado, o rendimento corresponde a 9,8%.
Entre janeiro e setembro, o resultado distribuível acumulou R$ 110,02 milhões, diante de receitas de R$ 133,33 milhões. Nos últimos 12 meses, esses valores atingiram R$ 146,97 milhões e R$ 176,16 milhões, respectivamente.
Vale lembrar que, conforme a legislação vigente, os dividendos de fundos imobiliários como o LVBI11 permanecem isentos de Imposto de Renda (IR) para pessoas físicas, o que eleva a atratividade do segmento.
A gestão manteve o guidance de dividendos em R$ 0,80 por cota no segundo semestre de 2026 (2S26). Antes da incorporação, poderá ocorrer uma distribuição extraordinária limitada ao saldo da reserva, estimada em cerca de R$ 0,27 por cota em setembro.
Movimentações do LVBI11
Em setembro, o LVBI11 realizou movimentações relevantes em seu portfólio. Entre elas, houve a venda do imóvel Itapevi, adquirido em 2019, em uma operação avaliada em R$ 103,7 milhões.
De acordo com o relatório gerencial, o empreendimento conta com 34,9 mil metros quadrados de área bruta locável (ABL) e era o único ativo de classe B da carteira. Com a operação, o portfólio passou a concentrar exclusivamente empreendimentos logísticos de classe A.
No fechamento do mês, o fundo possuía nove imóveis, distribuídos em quatro estados, totalizando 482,9 mil metros quadrados de ABL, com 29 locatários e prazo médio contratual de 3,7 anos.
Além disso, a vacância física estava zerada, enquanto a financeira atingia 0,4%. No imóvel Aratu, a Petlove assumiu 3.474 metros quadrados anteriormente ocupados pela Elfa Medicamentos.
Já a ArcelorMittal comunicou a saída antecipada de um módulo em Extrema, prevista para fevereiro de 2027. Com isso, a vacância física projetada passou a ser de 0,6%.
Ademais, quanto aos contratos, 67% da receita potencial vinha de contratos típicos e 33% de atípicos. O IPCA corrigia 81% dos aluguéis, enquanto os 19% restantes estavam vinculados ao IGP-M.
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