O fundo imobiliário TRXF11, sob gestão da TRX, anunciou nesta segunda-feira (19) seu primeiro programa de recompra de cotas, com autorização para adquirir até 9,59 milhões de papéis, o equivalente a 10% das cotas existentes.
De acordo com o fato relevante, a operação foi aprovada após uma queda de aproximadamente 29% na Bolsa brasileira (B3) no ano, período em que o fundo passou a ser negociado com desconto em relação ao seu valor patrimonial.
No documento, a gestão destaca que as operações terão início em 3 de novembro de 2026 e poderão ocorrer ao longo de até 12 meses, com encerramento previsto para 19 de outubro de 2027.
As aquisições serão realizadas na B3, a preços de mercado, desde que o valor pago por cota seja inferior ao valor patrimonial apurado no dia útil anterior à operação. Após a liquidação, os papéis recomprados serão cancelados imediatamente pela administradora.

Valor da recompra
No documento, o TRXF11 não estabelece um preço fixo para a aquisição dos papéis. A condição determinada pela gestão é que as cotas sejam recompradas somente quando estiverem negociadas abaixo do valor patrimonial por cota.
Dessa forma, a referência para a recompra será atualizada conforme o valor patrimonial divulgado pelo fundo. Atualmente, o valor patrimonial do TRXF11 é de R$ 95,75 por cota, com um múltiplo de preço sobre valor patrimonial (P/VP) de aproximadamente 0,75 vez.
Apesar da autorização para adquirir até 9,59 milhões de cotas, a gestão não tem obrigação de executar a operação integralmente.
O programa é facultativo e poderá ser suspenso, interrompido ou encerrado a qualquer momento, conforme as condições de mercado e as necessidades financeiras do fundo.
A responsabilidade pela operação ficará a cargo da Mirae Asset Brasil. Segundo a gestão, a iniciativa amplia as alternativas de administração ativa e alocação de capital do TRXF11, permitindo aproveitar períodos em que as cotas estejam negociadas abaixo do valor patrimonial.
TRXF11 despenca em 2026
O programa de recompra de cotas ocorre em um cenário difícil para o TRXF11. No ano, o fundo acumula desvalorização próxima de 29%, decorrente de questionamentos do mercado sobre as operações realizadas e a capacidade de administrar os compromissos financeiros de suas aquisições.
Entre elas, houve a negociação envolvendo uma participação no Pátio Malzoni, empreendimento localizado na Avenida Faria Lima, em São Paulo, cuja transação foi avaliada em aproximadamente R$ 1 bilhão.
Com o desconto em relação ao valor patrimonial, a recompra surge como uma alternativa para a gestão utilizar parte dos recursos do fundo na aquisição de suas próprias cotas.
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