O fundo imobiliário PSEC11, gerido pela Pátria Investimentos, divulgou nesta terça-feira (21) seu relatório gerencial referente ao desempenho de junho. No período, o FII registrou resultado de R$ 9,329 milhões, o que representa uma queda de 10,66% em relação a maio, quando havia apurado R$ 10,443 milhões.
No geral, a receita total do fundo alcançou R$ 12,32 milhões, enquanto as despesas somaram R$ 830 mil.
As receitas recorrentes contribuíram com R$ 0,64 por cota, impulsionadas principalmente pelos rendimentos de fundos imobiliários (FIIs), responsáveis por R$ 0,40 por cota, além dos Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), que adicionaram R$ 0,24 por cota entre juros e correção monetária.

PSEC11 projeta aumento no 3T26
Mesmo com a redução do resultado, o PSEC11 distribuiu R$ 0,55 por cota em dividendos, mantendo o mesmo valor pago nos dois meses anteriores, apesar de o resultado distribuível do período ter sido de R$ 0,51 por cota.
O pagamento foi realizado em 15 de julho, para os investidores posicionados no fundo em 8 de julho, data de corte Para sustentar esse patamar, o fundo utilizou parte de sua reserva acumulada, que encerrou junho em R$ 0,15 por cota.
Além disso, a gestora elevou sua expectativa e passou a projetar dividendos de R$ 0,60 por cota durante o terceiro trimestre de 2026 (3T26).
Segundo a Pátria Investimentos, a revisão não representa um movimento pontual, mas reflete a maturação da estratégia implementada nos últimos meses, baseada na rotação disciplinada da carteira de FIIs e no aumento da exposição ao mercado de crédito.
Vale lembrar que, conforme a legislação vigente, os dividendos de fundos imobiliários, como o PSEC11, permanecem isentos de Imposto de Renda (IR) para pessoas físicas.
Possível consolidação com RBRX11
Além dos números de junho, os cotistas acompanham uma possível reorganização da plataforma de fundos multiestratégia da Pátria Investimentos.
A gestora estuda uma consolidação envolvendo o RBRX11 e o PSEC11, uma vez que ambos caminham para uma estrutura de carteira bastante semelhante.
Segundo a gestora, os dois fundos deverão concentrar aproximadamente 50% do portfólio em CRIs, cerca de 20% em ativos de curva J, estratégia voltada para desenvolvimento imobiliário e equity preferencial, e entre 20% e 30% em operações oportunísticas, tanto no mercado secundário quanto em novas originações.
Dessa forma, a Pátria considera que o RBRX11 possui mandato mais amplo e atualmente apresenta maior aderência ao portfólio-alvo da estratégia, posicionando-se como o potencial veículo consolidador.
Para a gestora, a proximidade entre as estratégias pode gerar ganhos operacionais e benefícios aos cotistas de ambos os fundos, incluindo os investidores do PSEC11.
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