As ações do Nubank (ROXO34) operam em queda nesta sexta-feira (12), após o banco enviar por engano uma notificação a clientes informando que a instituição teria sido colocada em liquidação extrajudicial pelo Banco Central (BC), o que gerou forte repercussão nas redes sociais e preocupação entre investidores.
Os papéis chegaram a despencar logo nas primeiras horas do pregão e, apesar do esclarecimento posterior da companhia, não recuperaram integralmente as perdas. Por volta das 14h30 (horário de Brasília), o ROXO34 recuava 1,82%, cotado a R$ 10,24.

Erro da Nubank gera reação imediata
A movimentação começou após diversos clientes relatarem na rede social X (antigo Twitter) o recebimento de uma mensagem informando que o Nubank havia sido encerrado pelo Banco Central.

A notificação, enviada por engano, rapidamente gerou questionamentos sobre a situação financeira da instituição e pressionou os papéis negociados na bolsa.
Em resposta, o Nubank afirmou que o episódio não possui qualquer relação com problemas de segurança, proteção de dados dos clientes ou solidez financeira da companhia.
Em comunicado, o banco declarou que “lamenta o envio indevido de uma mensagem a clientes e informa que o episódio decorreu de um erro operacional pontual, que está sendo investigado internamente”.
“A instituição permanece com todas as suas licenças ativas e sem qualquer impacto para sua operação, que segue com segurança e estabilidade. Pedimos desculpas aos nossos clientes pelo ocorrido e reforçamos nosso compromisso em manter a qualidade dos serviços prestados e a transparência na relação com todos”, finalizou.
Liquidação extrajudicial
A liquidação extrajudicial é um mecanismo aplicado pelo BC a instituições financeiras que enfrentam insolvência ou problemas financeiros graves, com o objetivo de encerrar as atividades da empresa de forma organizada.
Quando esse processo é decretado, a instituição deixa de operar e é removida do Sistema Financeiro Nacional, interrompendo suas atividades.
A partir disso, todas as obrigações financeiras são antecipadas e os ativos da companhia passam a ser utilizados para pagamento de credores, respeitando a ordem prevista na legislação.
Em determinados casos, clientes com aplicações de até R$ 250 mil podem contar com cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), mecanismo de proteção para depósitos e investimentos elegíveis.
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