O fundo imobiliário IRIM11, sob gestão da Iridium, anunciou nesta sexta-feira (10) a distribuição de R$ 1,18 por cota em dividendos, referente ao seu desempenho operacional em junho. O valor representa um aumento de 24,21% em relação ao mês anterior, quando distribuiu R$ 0,95 por cota.
Segundo o documento, o pagamento será realizado em 17 de julho para os investidores posicionados no fundo em 9 de julho, data de corte. A partir de 10 de julho, as cotas passaram a ser negociadas na condição “ex-direito”.
Ademais, com base na cotação de R$ 66,24 no fechamento de junho, o dividend yield (rendimento de dividendo) mensal é de aproximadamente 1,78%.
Vale lembrar que, conforme a legislação vigente, os dividendos de fundos imobiliários, como o IRIM11, são isentos de Imposto de Renda (IR) para pessoas físicas, o que aumenta a atratividade do segmento.

Operações do IRIM11
Embora os dividendos tenham como base o desempenho do IRIM11 em junho, o relatório gerencial do período ainda não foi divulgado. Em maio, o fundo realizou uma nova alocação no mercado primário, ao investir no CRI BTLP Cajamar.
Segundo a gestão, o ativo é lastreado em um galpão logístico localizado em Cajamar (SP), objeto de um contrato built-to-suit firmado com a Amazon e de propriedade do fundo BTLG11. A posição representa cerca de 2,05% do patrimônio líquido do IRIM11 e foi adquirida à taxa de IPCA + 8,7% ao ano.
Além disso, o fundo reforçou posições já existentes, ampliando a exposição ao CRI Faro Energy, que recebeu incremento equivalente a 0,17% do patrimônio líquido, remunerado a IPCA + 10,5% ao ano. Também aumentou as posições no CRI Pátio Malzoni, em 0,12% do PL, a IPCA + 8,0% ao ano, e no CRI HGLG BTS Meli, em 0,03% do PL, remunerado a IPCA + 8,6% ao ano.
Destaques da carteira
Entre os destaques do mês, o CRI Bewiki, que representa 2,13% do patrimônio líquido do fundo, teve o pagamento da parcela de maio realizado com atraso. Segundo a gestão, o efeito financeiro dessa operação será reconhecido apenas no resultado de junho.
Além disso, o IRIM11 informou que mantém outras três operações em estágio avançado de negociação para uma solução definitiva.
De acordo com a gestora, os ativos seguem apresentando evolução operacional positiva, impulsionada por novos contratos de credenciamento com operadoras de planos de saúde e pelo crescimento das receitas hospitalares.
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