O Ibovespa (Ibov) iniciou a semana em queda nesta segunda-feira (28), mesmo com o avanço das ações consideradas “peso-pesado” do índice e a alta do petróleo no exterior, que beneficiou companhias brasileiras do setor.
No fechamento das negociações, o principal índice da Bolsa brasileira (B3) registrou baixa de 0,27%, aos 183.476,86 pontos. Em paralelo, o dólar à vista (USD/BRL) avançou 0,86%, a R$ 5,2265.
O movimento do mercado local acompanhou a valorização do dólar no exterior. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara a moeda norte-americana a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, subia 0,23%, aos 101,203 pontos.

Ibovespa: semana pré-eleições
No próximo domingo, 4 de outubro, ocorre o primeiro turno das eleições de 2026 no Brasil. Dessa forma, as pesquisas divulgadas ao longo da semana podem ser acompanhadas pelos investidores como indicadores do cenário eleitoral, incluindo a disputa pela Presidência da República.
No levantamento mais recente do BTG Pactual/Nexus, divulgado nesta segunda-feira, o atual presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), aparece com 42% das intenções de voto no primeiro turno, contra 37% do senador Flávio Bolsonaro (PL).
Em um eventual segundo turno entre os dois, Lula registra 46%, enquanto Flávio tem 44%, dentro da margem de erro do levantamento.
Já na pesquisa da Quaest, Lula aparece com 39% no primeiro turno, contra 34% de Flávio Bolsonaro. Em um eventual segundo turno entre os dois, ambos registram 42%.
EUA x Irã: Alta do petróleo e dólar
No cenário externo, os investidores acompanharam os desdobramentos de um possível acordo entre Estados Unidos e Irã, além da retomada do fluxo em um oleoduto da Arábia Saudita.
Nesta segunda-feira, os Estados Unidos rejeitaram uma proposta do Irã para pôr fim ao conflito no Oriente Médio e reabrir o Estreito de Ormuz, apresentada à margem da Organização das Nações Unidas (ONU).
Na proposta, o Irã informou que estaria disposto a reabrir a hidrovia como parte de um acordo para encerrar a guerra. Em troca, os fundos e ativos iranianos congelados seriam liberados.
Embora o presidente norte-americano, Donald Trump, tenha afirmado que recusou a proposta, houve troca de mensagens e esforços de mediadores para que as partes retomassem as negociações.
Diante desse cenário, o contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, com vencimento em dezembro, fechou em alta de 0,40%, a US$ 97,83 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Em paralelo, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para novembro subiu 0,21%, a US$ 92,60 o barril.
Destaques do Ibovespa
Os efeitos da alta do petróleo também prevaleceram entre as ações brasileiras. No fechamento do Ibovespa, os papéis da Petrobras (PETR3; PETR4) subiram 1,83% (R$ 54,01) e 1,52% (R$ 48,72), respectivamente.
No entanto, a ponta positiva foi liderada pelas ações da Prio (PRIO3), com alta de 3,84%, a R$ 61,63, acompanhando o avanço do petróleo. Já a ponta negativa do Ibovespa ficou com a Natura (NATU3), com baixa de 5,76%, a R$ 6,71.
Em paralelo, a Vale (VALE3), que detém 11% de participação no índice, subiu 0,55%, a R$ 71,16, destoando do desempenho do minério de ferro na Bolsa de Dalian, na China.
O setor de bancos, por outro lado, pesou sobre o índice. O Índice Financeiro (IFNC) caiu 1,05% no encerramento das negociações, puxado pela baixa de 1,23% do Bradesco (BBDC4), a R$ 17,66.
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