O Ibovespa (Ibov) encerrou a última semana de agosto no campo positivo e completou sua 8ª alta consecutiva nesta sexta-feira (28), fortalecido pelas blue chips e pelas novas falas do presidente do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA), Kevin Warsh.
Diante desse cenário, o principal índice da Bolsa brasileira (B3) registrou valorização de 0,30% no encerramento das negociações, aos 175.664,62 pontos. No acumulado da semana, o Ibovespa apresentou ganho de 2,7%.
Em paralelo, o dólar à vista (USD/BRL) fechou a R$ 5,1965, o que corresponde a uma alta de 0,67% em relação à véspera. Na semana, a divisa avançou 1% ante o real.
O movimento acompanhou o dólar global. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara a moeda a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, avançava 0,52%, aos 99,66 pontos.

O que está no radar nesta sexta?
Nesta sexta-feira, os investidores observavam a divulgação de dados domésticos, que apontaram a criação de 58.568 empregos com carteira assinada em julho, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O resultado ficou abaixo do esperado pelo mercado.
Assim, em conjunto com a leitura de que o dado abre espaço para novos cortes na taxa básica de juros (Selic), atualmente em 14% ao ano, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 bateu mínima intradia de 13,615%, ante 13,630% no fechamento anterior, logo após a divulgação do dado.
Destaques do Ibovespa
No Ibovespa, a ponta positiva foi liderada pelos papéis da Petrobras (PETR3; PETR4), que engataram a segunda liderança consecutiva. No fechamento do pregão, PETR3 teve alta de 1,99%, a R$ 48,25, enquanto PETR4 registrou avanço de 1,99%, a R$ 43,55, sendo a ação mais negociada da B3.
A movimentação positiva veio após o Bradesco BBI elevar a recomendação dos papéis da companhia de neutra para compra, além da expectativa de aumento nos preços dos combustíveis após as eleições.
Entre os outros “pesos-pesados” do índice, o Índice Financeiro (IFNC) subiu 0,81%. Já as ações da Vale (VALE3), que detêm 11% de participação no índice, tiveram queda de 0,67%, a R$ 78,58.
A ponta negativa do Ibovespa, por outro lado, ficou sob responsabilidade das ações da MRV (MRVE3), que despencaram 5,12% no período, a R$ 5,19.
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