O fundo imobiliário HSML11, sob gestão da Hemisfério Sul Investimentos (HSI), divulgou nesta quarta-feira (09) seu relatório gerencial referente ao desempenho de março, com resultado de R$ 10,787 milhões, o que representa uma redução de 37% em relação ao mês anterior, quando registrou R$ 17,144 milhões.
De acordo com o documento, a queda no resultado está atrelada ao desempenho operacional de fevereiro, que é tradicionalmente mais fraco devido à redução de compras no varejo brasileiro.
Entre os fatores para o aminguamento estão o Carnaval, a menor quantidade de dias úteis e a maior concentração de despesas sazonais no início do ano, que acabaram impactando a performance dos shoppings do portfólio.

Detalhes do relatório e dividendos
No mês, a performance do fundo foi sustentada pela receita imobiliária e financeira, que somaram R$ 18,767 milhões. Enquanto isso, as despesas totalizaram R$ 7,979 milhões no período.
Com isso, o HSML11 realizou a distribuição de R$ 0,70 por cota em dividendos, em linha com o guidance para o primeiro semestre de 2026 (1S26), entre R$ 0,70 e R$ 0,75 por cota, mantendo o mesmo patamar dos últimos cinco meses.
O pagamento foi efetuado em 8 de abril para investidores com posição em 31 de março, data de corte. A partir de 1º de abril, as cotas passaram a ser negociadas ex-dividendo.
Vale lembrar que, conforme a legislação vigente, os dividendos de fundos imobiliários como o HSML11 são isentos de Imposto de Renda (IR) para pessoas físicas, o que aumenta a atratividade do segmento.
Considerando a cotação de R$ 95,07 no fechamento do mês, o dividend yield (rendimento de dividendo) anualizado do fundo é de 8,8%.
Já no acumulado do ano, o fundo apresenta resultado médio de R$ 0,74 por cota, além de uma reserva de R$ 0,13 por cota.
Performance dos ativos
Em fevereiro, o HSML11 apresentou um avanço de 4% na Receita Operacional Líquida (NOI), atingindo R$ 101,02 por metro quadrado, com crescimento em sete dos oito shoppings presentes em seu portfólio.
A movimentação inclui os ativos Via Verde (+16%), SuperShopping Osasco (+15%), Pátio Cianê (+13%), Granja Vianna (+8%), Paralela (+6%) e Metrô Tucuruvi (+5%).
Por outro lado, o Shopping Pátio Maceió apresentou desempenho negativo, com queda de 10% no NOI, embora tenha registrado aumento de 6% na receita de locação.
Entre os fatores que afetaram o imóvel estão a maior inadimplência, a menor geração de receitas comerciais, como luvas, e a antecipação de receitas realizada em dezembro de 2025, o que reduziu a base de comparação.
Além disso, o Shopping Uberaba também apresentou desvalorização de 4% e segue pressionado pelo avanço de sua expansão.
Situação da carteira do HSML11
No mês, as vendas dos lojistas cresceram 2% na comparação anual, alcançando R$ 1.231,12 por metro quadrado. A taxa de ocupação do HSML11 é de 96,7%, enquanto o custo de ocupação está em 10%. Com base na cotação atual, o valor por metro quadrado do portfólio está em R$ 12.451.
Em paralelo, a liquidez permaneceu elevada, com volume médio diário de R$ 5,3 milhões, acima da média da indústria. Em duas sessões, o giro superou R$ 10 milhões, e a média registrada foi a mais alta dos últimos 14 meses.
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