O fundo imobiliário BTLG11, sob gestão do BTG Pactual, divulgou o balanço de outubro com receita total de cerca de R$ 46,5 milhões, proveniente das locações e vendas de ativos no período, reforçando sua posição de destaque no mercado.
Com base no desempenho, o fundo distribuiu R$ 0,79 por cota em dividendos, o que corresponde a um dividend yield (rendimento de dividendo) anualizado de 9,1%, considerando o preço de fechamento de setembro.
Durante o mês, o BTLG11 foi beneficiado por duas grandes operações, o recebimento da última parcela da venda dos ativos em Feira de Santana (BA) e Guarulhos (SP), que gerou um lucro líquido de R$ 8,7 milhões, equivalente a R$ 0,19 por cota.
Compra e venda de imóveis
Além disso, o fundo concluiu a aquisição do portfólio do SARE11, que inclui um galpão logístico em Santo André (SP) e dois edifícios corporativos localizados em São Paulo, o WT Morumbi e o Work Bela Cintra, em uma operação avaliada em R$ 447 milhões.
Com relação aos dois imóveis corporativos, ambos já estão em processo de venda por R$ 557 milhões, o que representa um lucro líquido de R$ 24 milhões, cerca de R$ 0,54 por cota em relação ao valor de compra.
O BTG Pactual projeta que, com a conclusão da venda, os proventos mensais devem se estabilizar entre R$ 0,78 e R$ 0,84 por cota nos próximos meses.
No entanto, para a conclusão da transação, ainda é necessário o cumprimento de etapas regulatórias, incluindo a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE). A incorporação do SARE11 integra a 14ª emissão de cotas do BTLG11, que levantou R$ 604 milhões em captação.
Nova emissão de cotas
Com o encerramento da 14ª oferta, o BTLG11 anunciou a sua 15ª emissão de cotas, com captação inicial de R$ 300 milhões, segundo fato relevante.
Nesta primeira etapa, serão ofertadas até 2,9 milhões de novas cotas, com valor unitário de R$ 103,33, sem incluir a taxa de distribuição primária de R$ 2,48 (2,4%). Com a inclusão da taxa, o valor total por cota sobe para R$ 105,81.
Há também a possibilidade de um lote adicional de até 50%, o que elevaria o potencial total de captação para cerca de R$ 450 milhões, voltado à demanda excedente.
Portfólio do BTLG11
Atualmente, o fundo mantém uma vacância financeira de apenas 2,6%, reflexo da boa ocupação e da qualidade dos inquilinos.
O portfólio é composto majoritariamente por contratos típicos (65%), reajustados pelo Índice de preços ao consumidor (IPCA), com empresas de grande porte e histórico sólido de pagamentos.
Entre os principais locatários estão companhias dos setores logístico, alimentício, farmacêutico e varejista, como Assaí, DHL, Unilever, Amazon, Nestlé, BRF e Braskem.






