O fundo imobiliário HSLG11, gerido pela HSI, informou nesta quinta-feira (29), por meio de fato relevante, que irá reduzir a estimativa de distribuição de dividendos, embora tenha recebido R$ 1,57 milhão da Casas Bahia referente à dívida de aluguéis de dois ativos de seu portfólio.
Atualmente, o FII enfrenta disputas judiciais envolvendo imóveis ocupados pela varejista. Em 8 de outubro, o HSLG11 chegou a ajuizar uma ação de despejo por falta de pagamento dos aluguéis.
Diante desse cenário, a nova projeção de dividendos para os próximos meses passou para uma faixa entre R$ 0,60 e R$ 0,65 por cota, ante a estimativa anterior, de R$ 0,74 a R$ 0,76. A revisão considera as incertezas em relação aos próximos pagamentos da locatária.
A regularização mais recente ocorreu em 28 de outubro, quando a Casas Bahia pagou o valor referente ao imóvel HSI Log São José dos Pinhais, localizado no Paraná.

Casas Bahia tem dívida com o HSLG11
A dívida da Casas Bahia com o HSLG11 teve início em 7 de outubro, com o vencimento dos aluguéis de dois centros logísticos ocupados pela varejista, localizados em Contagem (MG) e São José dos Pinhais (PR).
O montante dos aluguéis correspondia a R$ 1.429.571,75. Com a inclusão de R$ 142.957,18 em multa por atraso, o valor recebido pelo fundo alcançou R$ 1.572.528,93.
O pagamento ocorreu após o início do processo judicial e, segundo a administração, não atende às condições legais para afastar os efeitos da inadimplência que fundamentou a ação.
Além disso, o HSLG11 destacou que, por se tratar de um crédito posterior ao pedido de recuperação judicial da Casas Bahia, o montante devido tem natureza extraconcursal. Ou seja, em regra, esse tipo de crédito não se submete aos efeitos da recuperação judicial, conforme as disposições legais aplicáveis.
Fundo move ação contra varejista
Diante desse cenário, o HSLG11 enfrenta uma disputa locatícia envolvendo a ocupação dos dois imóveis pela Casas Bahia. No momento, ambas as ações continuam em andamento, e a administradora e a gestora poderão adotar outras medidas judiciais ou extrajudiciais para proteger os interesses dos cotistas.
Ademais, a nova faixa de rendimentos do fundo permanecerá como referência até que mudanças relevantes na relação contratual justifiquem uma nova avaliação.
Além disso, a gestão ressalta que os valores projetados não constituem garantia de pagamento e podem ser modificados conforme a evolução do cenário.
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