O senador Flávio Bolsonaro (PL) deixa o Brasil e segue para os Estados Unidos após a derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições, realizado no domingo (25). A informação foi divulgada pelo Metrópoles, que afirmou ter confirmado a viagem com pessoas próximas à família Bolsonaro.
De acordo com o veículo, Flávio estava sem contato com aliados desde o início da manhã desta terça-feira (27). Sua última mensagem havia sido enviada por volta das 8h ao senador Rogério Marinho (PL), coordenador de sua campanha. Na ocasião, afirmou que estava “esfriando a cabeça”.
Segundo a apuração do Metrópoles, a previsão era de que o senador chegasse aos Estados Unidos pelo estado da Flórida.

Flávio Bolsonaro deixa o Brasil
A viagem de Flávio Bolsonaro também foi noticiada pelo veículo argentino Infobae, que informou que o senador teria partido de Puerto Iguazú, na Argentina, na madrugada desta terça-feira (27), em um jato Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW, operado pela empresa Baires Fly.
De acordo com o Infobae, a aeronave teria chegado a Puerto Iguazú após sair de Buenos Aires e tinha previsão de seguir para os Estados Unidos. A publicação também informou que a empresa solicitou liberação alfandegária e migratória para quatro passageiros e três tripulantes.
O Brasil 247 também noticiou informações sobre um voo com destino a Miami. No entanto, os detalhes da rota e a presença do senador entre os passageiros não foram confirmados oficialmente.
Na manhã desta terça-feira, a Polícia Federal (PF) informou que não tinha registros da saída de Flávio Bolsonaro do Brasil. Além disso, agentes não encontraram informações sobre sua passagem pelos pontos regulares de controle migratório brasileiros.
As autoridades migratórias da Argentina, por sua vez, negaram que Flávio tivesse entrado no país. A Direção Nacional de Migração afirmou que não havia registro de entrada do senador e informou que nenhum plano de voo apresentado incluía integrantes da família Bolsonaro.
Entrega de passaporte
A viagem ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar que Flávio entregasse seus passaportes à Polícia Federal em até 24 horas e ficasse impedido de deixar o país.
Na segunda-feira (26), o senador havia informado que entregaria os documentos. “Vou entregar os meus passaportes e me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar. Mas ninguém vai me calar”, afirmou em vídeo publicado em suas redes sociais.
O prazo terminou na manhã desta terça-feira, sem que os documentos fossem entregues. Diante do descumprimento da determinação, a Polícia Federal cancelou os passaportes do senador e informou que comunicaria Moraes sobre o caso.
Apesar da decisão judicial e da suspeita de que tenha deixado o país, Flávio não era considerado foragido, uma vez que não havia mandado de prisão expedido contra ele.
Antes da divulgação das informações sobre a viagem, o senador havia afirmado publicamente que cumpriria a decisão judicial. Seu irmão, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), também comentou as notícias sobre o possível deslocamento e ironizou as informações nas redes sociais.
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