As ações da Americanas (AMER3) dispararam nesta terça-feira (20), encerrando as negociações com alta de mais de 15%. O desempenho positivo decorre do encerramento do processo de recuperação judicial (RJ) que a companhia enfrentava desde 2023.
A Justiça do Rio de Janeiro determinou o encerramento da recuperação judicial da varejista. Apesar da reação positiva dos investidores, a empresa ainda enfrenta desafios para recuperar sua rentabilidade.
No segundo trimestre de 2026 (2T26), a Americanas registrou prejuízo líquido de R$ 274 milhões. Assim, a varejista agora se prepara para divulgar seu balanço do terceiro trimestre de 2026 (3T26), em meio às expectativas sobre a recuperação de suas operações.
Com o anúncio, realizado na noite desta segunda-feira (19), os papéis AMER3 chegaram a disparar mais de 23% na abertura do pregão, mas reduziram a alta ao longo do dia. No fechamento da sessão, as ações da Americanas registravam valorização de 15,58%, cotadas a R$ 6,99.

Recuperação judicial da Americanas
O caso da Americanas teve início em 11 de janeiro de 2023, quando a varejista protagonizou um dos maiores escândalos de fraude contábil da história.
Na ocasião, a companhia apresentou inconsistências contábeis que resultaram em um rombo estimado em R$ 40 bilhões. Inicialmente, as inconsistências foram estimadas em cerca de R$ 20 bilhões. Poucos dias depois, a empresa oficializou o pedido de recuperação judicial, marcando o início de sua fase mais crítica.
Durante os três anos de processo, em meio à busca por uma reestruturação, a Americanas realizou venda de ativos, fechamento de lojas e renegociações, enquanto ex-executivos enfrentavam acusações de fraude envolvendo manipulação de controles internos, registros contábeis e informações relevantes ao mercado.
Como parte das medidas para reorganização financeira, a companhia vendeu a Uni.Co, dona das marcas Imaginarium e Puket, para a BandUP!, pelo valor de R$ 152,9 milhões, no âmbito do processo competitivo judicial.
Desempenho da varejista
Além do prejuízo no 2T26, a Americanas também apurou resultado operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de R$ 145 milhões, queda de 51,5% em relação aos R$ 299 milhões registrados no mesmo período de 2025.
Em paralelo, a receita líquida do período somou R$ 3,3 bilhões, recuo de 1,7% ante o segundo trimestre de 2025. As vendas em mesmas lojas (SSS), por sua vez, caíram 0,6% no segundo trimestre.
O balanço do terceiro trimestre de 2026 será divulgado no dia 11 de novembro. A teleconferência de resultados, com a presença da administração da companhia, ocorrerá no dia seguinte.
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