O fundo imobiliário RECR11, gerido pela BRL Trust, divulgou a distribuição de R$ 1,0987 por cota em dividendos, referente ao seu desempenho em julho, o que corresponde a uma alta de 2,12% em relação ao mês anterior, quando foram pagos R$ 1,0759 por cota.
De acordo com o cronograma, o pagamento está previsto para 14 de agosto. Terão direito aos proventos os investidores com posição no fundo em 7 de agosto, data de corte. A partir de 8 de agosto, as cotas passaram a ser negociadas na condição “ex-direito”.
Com base na cotação de R$ 80,00 no fechamento de julho, o dividend yield (rendimento de dividendo) mensal do fundo é de 1,37%.
Vale lembrar que, conforme a legislação vigente, os dividendos de fundos imobiliários como o RECR11 são isentos de imposto de renda (IR) para pessoas físicas, o que eleva a atratividade do segmento.

Movimentações do RECR11
Em julho, o RECR11 realizou diversas movimentações em sua carteira, como a aquisição de novas cotas da segunda série do CRI Matarazzo Retail, em uma operação de cerca de R$ 23,35 milhões.
Em paralelo, também promoveu um giro relevante no portfólio, com alienações de posições em dez operações de crédito imobiliário.
Entre os ativos incluídos na operação estavam os CRIs Villagio Jardins, FIT VIC, Pulverizado Lançamentos Residenciais, Ativos Residenciais Diversificados, FIT Realiza, Matarazzo Suítes 4, MRV, VGRI Mezanino, VIC 5 e Vicorp.
Além disso, o fundo registrou uma operação compromissada de R$ 31,04 milhões durante julho. Assim, amortizou a operação existente e, em seguida, contratou uma nova compromissada reversa pelo mesmo montante, com o objetivo de alongar os compromissos financeiros, sem alterar a posição de caixa.
Situação da carteira
No fechamento de julho, o portfólio do RECR11 contava com cerca de 91% dos ativos aplicados diretamente em CRIs, enquanto aproximadamente 3% estavam em FIIs e outros 3% em imóveis.
Já a parcela remanescente incluía principalmente cotas de fundos com liquidez diária e outros ativos.
A carteira de crédito reunia 93 operações de CRIs, com exposição concentrada em operações ligadas ao IPCA, incluindo estruturas que não incorporam variações negativas do índice.
Em relação à distribuição por perfil, 73% da carteira estava classificada como corporativa e 27% como pulverizada.
Entre os setores dos devedores e cedentes, incorporação representava 32% da exposição, seguida por loteamentos, com 17%, hotéis, com 14%, e investimentos imobiliários, com 13%.
O RECR11 segue movimentando sua carteira de crédito enquanto mantém uma estratégia focada em ativos imobiliários. Para acompanhar as principais movimentações dos FIIs de papel e identificar oportunidades no mercado, confira as carteiras da Orion Research. Clique aqui e saiba mais!












