O fundo imobiliário XPLG11, gerido pela XP Vista, informou a aprovação, em assembleia formal, de um conjunto de deliberações que envolve a troca da administradora fiduciária, a alteração do prestador de custódia e mudanças no regulamento do fundo.
O resultado foi divulgado nesta terça-feira (27), após o encerramento da votação na véspera. O processo teve início em 9 de janeiro de 2026 e contou com a participação mínima exigida de 29% das cotas emitidas.
Mudanças na administração
Entre as deliberações aprovadas, os cotistas optaram pela substituição da atual administradora fiduciária, a Vórtx Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, pela XP Investimentos Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários.
Além disso, houve a troca do prestador responsável pelos serviços de custódia qualificada e controladoria de ativos. Essas funções, atualmente desempenhadas pela Vórtx, passarão a ser exercidas pela Oliveira Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários.
As alterações entram em vigor nesta sexta-feira, 30 de janeiro. Segundo o Termo de Apuração, todos os procedimentos operacionais necessários para a efetivação da troca deverão estar integralmente concluídos até essa data.
Ainda conforme o documento, foi concedida quitação integral às instituições substituídas, não havendo valores ou obrigações pendentes a serem reclamados, seja judicial ou extrajudicialmente.
Outras alterações do XPLG11
Além das mudanças operacionais, a assembleia também aprovou o aumento do capital autorizado do fundo para até R$ 40 bilhões, ampliando a flexibilidade para futuras emissões de cotas.
Outra modificação relevante foi a autorização para a constituição de ônus reais sobre os imóveis do fundo, medida que pode ser utilizada como ferramenta de estruturação financeira, conforme as estratégias da gestão.
Os cotistas também validaram a possibilidade de a nova administradora outorgar procuração à gestora, permitindo sua representação na aquisição de ativos previstos na política de investimentos, de acordo com as normas regulamentares aplicáveis.
A gestão reforça que, apesar das mudanças aprovadas, as cotas do XPLG11 seguem sendo negociadas normalmente na Bolsa brasileira (B3), sem impacto operacional para os investidores no curto prazo.
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