Os índices de Wall Street e o dólar encerraram a sessão desta quinta-feira (23) sob pressão, em meio ao aumento das incertezas e da aversão ao risco diante dos conflitos no Oriente Médio. O cenário se intensificou após novas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o Estreito de Ormuz.
Diante desse cenário, os principais índices acionários fecharam em queda. O Dow Jones recuou 0,36% (49.310 pontos), o S&P 500 caiu 0,41% (7.108 pontos) e o Nasdaq teve baixa de 0,89% (24.438 pontos).
Em paralelo, o dólar à vista (USDBRL) voltou ao patamar dos R$ 5 e encerrou o dia cotado a R$ 5,0036, com alta de 0,60%.
No exterior, o DXY, que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de divisas como euro e libra, avançava 0,21%, aos 98,796 pontos, por volta das 17h (horário de Brasília).

O que mexe com Wall Street e o dólar?
Nesta quinta-feira, Trump afirmou ter ordenado à marinha americana que “atire para matar” em qualquer embarcação envolvida na instalação de minas no Estreito de Ormuz, uma das rotas mais estratégicas para o comércio global de petróleo.
Em publicação na rede Truth Social, o presidente declarou que a ordem vale para “qualquer barco, por menor que seja”, destacando que “não deve haver hesitação”.
De acordo com Trump, navios-varredores de minas dos EUA já atuam na região. “Estão limpando o estreito agora. Estou ordenando que essa atividade continue, mas em um nível triplicado”, afirmou.
Ademais, no campo diplomático o presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, deixou a equipe de negociações com os Estados Unidos, segundo a mídia israelense.
Além disso, as negociações entre Líbano e Israel foram transferidas para a Casa Branca, permitindo que Trump acompanhe as conversas de forma mais próxima, de acordo com informações do The New York Times.
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