O fundo imobiliário VINO11, gerido pela Vinci Real Estate, marcou o oitavo pregão consecutivo sem ganhos nesta quinta-feira (12). No período, foram sete sessões de queda e uma sem variação.
Apesar da sequência negativa, a piora mais intensa ocorreu a partir desta semana. Na terça-feira (10), o fundo registrou queda de 2,37%, seguida por recuo de 2,05% na quarta-feira (11). Já no fechamento desta quinta-feira, as cotas do VINO11 caíram 4%, sendo negociadas a R$ 5,04.
Com isso, o fundo acumula queda de cerca de 8,2% nos últimos três pregões. No recorte semanal, as perdas chegam a 8,36% até o momento.

Desempenho mensal e anual
No acumulado de março, o VINO11 recua 9,19%. No entanto, sustentado pela performance positiva observada em janeiro e fevereiro, a queda no acumulado de 2026 ainda é limitada a 0,20%. Já nos últimos 12 meses, o fundo apresenta valorização de 13,51%.
Atualmente, o valor de mercado do VINO11 é de aproximadamente R$ 417,44 milhões, enquanto o patrimônio líquido supera R$ 819,49 milhões. Esse cenário resulta em um P/VP de 0,53, indicador que sugere um desconto relevante em relação ao valor patrimonial do fundo.
O que explica a queda do VINO11?
Entre os fatores que ajudam a entender a pressão recente sobre as cotas do VINO11, destaca-se o comunicado e o relatório gerencial divulgados pela gestão na última sexta-feira, 6 de março.
No documento, a gestora informou que o fundo concluiu as tratativas relacionadas aos valores devidos pela locatária Vitacon, formalizando o encerramento definitivo do contrato de locação e a devolução da área ocupada no edifício Haddock Lobo 347, localizado em São Paulo (SP).
O caso teve início em 30 de dezembro de 2025, quando foi firmado um acordo entre as partes, estabelecendo um saldo de R$ 485 mil a ser pago ao fundo pela locatária.
Com isso, pagamento acordado foi estruturado em três parcelas mensais de valores iguais. Excluindo a primeira já quitada em fevereiro, as duas restantes têm previsão de pagamento em março e abril de 2026, concluindo assim o recebimento integral dos valores acordados até abril.
Apesar disso, a desocupação do imóvel tende a elevar a taxa de vacância no curto prazo, fator que pode pressionar os resultados operacionais do fundo.
Em relação ao pagamento realizado em fevereiro, o impacto positivo foi de R$ 0,002 por cota no resultado do mês. Dessa forma, o VINO11 registrou lucro de R$ 3,197 milhões em fevereiro, equivalente a R$ 0,039 por cota.
Por fim, para investidores que acompanham fundos imobiliários negociados com desconto patrimonial, momentos de maior volatilidade podem abrir oportunidades de análise no setor.
Com o objetivo de aproveitar as oportunidades, você pode acompanhar as carteiras recomendadas da Orion Research, com ativos selecionados por analistas visando renda recorrente e valorização no longo prazo. Clique aqui!










