O Fiagro VGIA11, gerido pela Valora Gestão, divulgou o balanço de dezembro com resultado de R$ 9,65 milhões, representando queda de 24,84% em relação ao mês anterior, quando o fundo havia registrado R$ 12,84 milhões.
O desempenho é proveniente da receita total, que somou R$ 11,42 milhões no período, enquanto as despesas recorrentes atingiram R$ 1,447 milhão e as não recorrentes ficaram em R$ 324,6 mil.
Apesar da redução, o fundo realizou a distribuição de R$ 0,14 por cota em dividendos. O pagamento foi realizado em 20 de janeiro para investidores com posição em 13 de janeiro, data de corte.
Além disso, o rendimento distribuído corresponde a CDI + 2,9% ao ano sobre a cota patrimonial do mês anterior. Já considerando a média de negociação da cota em dezembro, o retorno equivale a CDI + 2,5% ao ano.
Desempenho do VGIA11
Durante dezembro, o VGIA11 apresentou volume médio diário de R$ 2,1 milhões em negociações no mercado. Ao fim do mês, o Fiagro contava com 170.225 cotistas, mantendo uma base de investidores elevada.
Dessa forma, no fechamento do período, 90,7% do patrimônio líquido estava investido em 33 ativos, totalizando R$ 762 milhões em alocações, enquanto o restante permaneceu em instrumentos de caixa.
Composição da carteira
Atualmente, a alocação do fundo está concentrada em ativos-alvo, com a composição dividida em Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) (78,5%), caixa (9,3%), CPR-F (6,1%), debênture (4,2%) e Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) (1,9%).
Por outro lado, a diversificação por segmento está distribuída entre distribuidoras (35,1%), cooperativas (31,0%), produtores (24,2%), indústria (7,1%) e setor sucroalcooleiro (2,5%).
Estratégia do Fiagro
Segundo a gestão, a estratégia segue focada em reduzir o caixa gradualmente para aumentar a eficiência da carteira, sem abrir mão de CRAs com boa liquidez, o que permite capturar oportunidades de mercado.
O fundo também destacou que possui reserva acumulada de rendimentos a distribuir de cerca de R$ 6,6 milhões, o equivalente a R$ 0,07 por cota, além de um potencial adicional estimado em R$ 16,8 milhões, ou R$ 0,19 por cota.
Ademais, a Valora reforça que o portfólio segue adimplente, sem riscos adicionais relevantes para a próxima safra, e que o foco permanece na aquisição de novos ativos para ampliar a diversificação do Fiagro.
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