Na última quinta-feira (30), a Vale (VALE3) divulgou ao mercado os resultados referentes ao terceiro trimestre de 2025 (3T25), apresentando lucro líquido de US$ 2,68 bilhões. Porém, o que muitos investidores esperavam era o anúncio dos proventos mensais, que acabou não acontecendo.
Com isso, ganharam força as especulações sobre um possível pagamento de dividendos extraordinários, impulsionadas pela melhora operacional e pela redução da dívida líquida da companhia.
O CFO da Vale, Marcelo Bacci, comentou o tema na sexta-feira (31) e reforçou o posicionamento da empresa em ofício enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta segunda-feira (3), esclarecendo que ainda não há decisão oficial sobre o assunto.
“A declaração do Vice-Presidente Executivo de Finanças e de Relações com Investidores apenas buscou esclarecer que, tendo em vista as alterações propostas na tributação dos dividendos e, ainda, os resultados da Companhia verificados no período. É de se esperar que a Companhia aprove a distribuição de dividendos extraordinários no futuro próximo”, informou a Vale no documento.
Opinião do mercado
Para o BB Investimentos, a possibilidade de distribuição adicional de dividendos pela Vale (VALE3) “aumenta a perspectiva de retorno aos acionistas” e reforça a atratividade do papel no médio e longo prazo.
O banco avalia que a mineradora possui condições financeiras sólidas para realizar novos pagamentos, já que a dívida líquida expandida ficou próxima do centro da meta de endividamento.
Já a XP Investimentos destacou o desempenho operacional consistente da empresa, mas adotou tom mais cauteloso, mantendo recomendação neutra para as ações.
Segundo os analistas, embora haja potencial para dividend yields saudáveis no curto prazo, o cenário para o preço do minério de ferro no médio prazo ainda justifica uma postura conservadora.
Resultados da Vale (VALE3)
O balanço da Vale foi considerado uma surpresa positiva pelo mercado. O lucro líquido cresceu 11% em relação ao mesmo período de 2024, enquanto o lucro líquido proforma atingiu US$ 2,7 bilhões, alta de 78% na comparação anual, superando a projeção de US$ 2,1 bilhões da LSEG.
O Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (Ebitda) ajustado proforma somou US$ 4,4 bilhões, avanço de 17,6% frente ao terceiro trimestre de 2024 (3T24), com margem Ebitda proforma de 42,2%.
“O resultado apresentado pela Vale no 3T25 veio em linha com nossa estimativa, e continuou apresentando evolução operacional consistente apoiada principalmente nos avanços em produção e redução de custos”, afirmou o BB Investimentos.
O desempenho foi impulsionado pelos maiores preços médios realizados de minério de ferro e cobre, fortalecendo a rentabilidade da mineradora.













