O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirmou, neste domingo (4), que pretende trabalhar para diminuir a abstenção de eleitores no segundo turno das eleições de 2026. A declaração foi feita pelo presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, após mais de 33 milhões de eleitores não comparecerem às urnas no primeiro turno.
A taxa de abstenção foi de 21,08% dos eleitores, o que corresponde à maior desde 1998. O índice havia sido de 20,79% em 2022, 20,33% em 2018 e 19,39% em 2014.
“Não é o ideal uma abstenção de 20%. A ideia é intensificar e aperfeiçoar todos os mecanismos disponíveis para que a gente consiga diminuir esse percentual no segundo turno”, afirmou o presidente do TSE.

Abstenção nas eleições de 2026
Na distribuição por estados brasileiros, Mato Grosso do Sul registrou a maior taxa de abstenção, com 23,85%. Outros estados, como Rio de Janeiro (23,31%), Minas Gerais (22,62%) e São Paulo (22,54%), também figuram na lista.
Em relação à menor abstenção, destaca-se o Ceará, com 15,33%, seguido do Piauí (17,07%), Roraima (17,10%), Sergipe (17,27%) e Paraíba (17,36%).
No entanto, o índice elevado de abstenção não era uma possibilidade descartada antes da votação.
De acordo com a pesquisa Travessia, realizada com exclusividade para o Estadão e divulgada em 2 de outubro, 20,2% dos eleitores ainda não tinham certeza se compareceriam às urnas. Outros 78,5% diziam ter certeza de que votariam, enquanto 1,3% não souberam ou não responderam.
A abstenção registrada no primeiro turno é considerada a maior desde 1998, quando a Justiça Eleitoral registrou percentual de 21,5%.
Ademais, o primeiro turno também registrou 2,2 milhões de votos em branco e 3,6 milhões de votos nulos.
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