O fundo imobiliário TRXF11, gerido pela TRX, divulgou seu relatório gerencial referente a maio, registrando resultado operacional de R$ 48,6 milhões, o que representa uma queda de 9,85% em relação ao mês anterior, quando havia apurado R$ 53,9 milhões.
No período, a receita total do fundo somou R$ 67,674 milhões, sustentada principalmente pela renda imobiliária, responsável por R$ 45,848 milhões do montante. Em paralelo, as despesas totalizaram R$ 19 milhões.
Além disso, o TRXF11 também apresentou crescimento em sua base de investidores. Ao fim de maio, o fundo contava com 315.229 cotistas, avanço de aproximadamente 98 mil investidores em apenas cinco meses, frente aos 217.198 registrados ao final de 2025.

TRXF11 mantém dividendos
Diante desse desempenho, o fundo anunciou a distribuição de R$ 0,93 por cota em dividendos, mantendo o mesmo patamar dos últimos quatro meses. O pagamento está previsto para 15 de junho.
No entanto, terão direito aos rendimentos os investidores com posição no fundo até 29 de maio, data de corte. Desde 30 de maio, as cotas passaram a ser negociadas na condição ex-direito.
Além disso, considerando a cotação de R$ 91,80 no fechamento de maio, o dividend yield (rendimento de dividendo) mensal do TRXF11 ficou em aproximadamente 1,01%.
Atualmente, a gestão mantém guidance de distribuição recorrente entre R$ 0,90 e R$ 0,93 por cota até dezembro de 2026.
Vale lembrar que, conforme a legislação vigente, os dividendos de fundos imobiliários como o TRXF11 seguem isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, o que eleva a atratividade do segmento.
Compra de imóvel
Durante maio, o fundo também realizou movimentações relevantes em sua carteira, incluindo operações de venda de ativos e a aquisição de um imóvel locado ao Hospital Sírio-Libanês.
Segundo a gestora, a transação deverá gerar lucro líquido estimado em R$ 24,5 milhões, o equivalente a aproximadamente R$ 0,39 por cota.
De acordo com a TRX, a operação contribui para a redução da alavancagem, ampliação da diversificação do portfólio e abertura de espaço para novas alocações com potencial de geração de retorno.
Além disso, o valor negociado representou uma valorização de 9,57% acima do último laudo de avaliação dos imóveis, além de um cap rate de 6,61% ao ano, reforçando a capacidade do fundo em monetizar ativos mesmo em cenários mais desafiadores.
Por fim, para investidores que acompanham fundos imobiliários, indicadores como dividendos recorrentes e movimentações do portfólio podem ajudar na avaliação de oportunidades.
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