O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, emitiu nesta quarta-feira (9) novas cartas de tarifas, desta vez destinadas a sete países, que variam de 20% a 30% sobre importações dessas nações.
As cartas, divulgadas em suas redes sociais, têm como países-alvo a Argélia (30%), Brunei (25%), Iraque (30%), Líbia (30%), Moldávia (25%), Filipinas (20%) e Sri Lanka (30%), todos com as mesmas regras aplicadas aos produtos e setores.
De acordo com Trump, as taxas passarão a valer a partir de 1º de agosto deste ano, a menos que os territórios fechem um acordo comercial. Ele afirma que o objetivo da implementação é afastar os déficits comerciais “de longo prazo e muito persistentes”.
“Esse déficit é uma grande ameaça à nossa economia e, de fato, à nossa segurança nacional!”, afirmou Trump nas cartas. “Nossa relação tem sido, infelizmente, longe de recíproca.”
Caso os países eliminem suas políticas tarifárias e não tarifárias, e abram seus mercados, “Essas tarifas podem ser modificadas, para mais ou para menos, dependendo de nossa relação com o seu país. Você nunca se decepcionará com os Estados Unidos da América”, disse.
Cartas de Trump
O líder do país norte-americano já havia avisado sobre os anúncios na terça-feira (8), avisando que divulgaria um “mínimo de 7 países” na manhã de quarta-feira e um “número adicional de países” pela tarde.
A novidade vem após Trump ter enviado outras cartas informando aos líderes de 14 países que suas exportações para os EUA enfrentariam novas tarifas a partir da mesma data estipulada para os outros sete, incluindo Japão, Coreia do Sul, Malásia, Cazaquistão, África do Sul, Laos, Mianmar, Bósnia e Herzegovina, Tunísia, Indonésia, Bangladesh, Sérvia, Camboja e Tailândia.
Para esses, os ajustes chegam até 40%, e em caso de reciprocidade, o presidente adicionou uma cláusula advertindo que se esses países elevarem suas próprias tarifas em resposta, os EUA adicionariam aumentos em um percentual equivalente às taxas anunciadas.
Além disso, ele afirmou que “não haverá alterações” na data de início de agosto, anteriormente adiada, já que expiraria nesta quarta-feira (9).






