O fundo imobiliário TGAR11, sob gestão da TG Core Asset, anunciou a distribuição de R$ 0,71 por cota em dividendos, referente ao desempenho de janeiro, conforme divulgado no último relatório gerencial. O valor está dentro do guidance previsto para 2026, segundo a gestora.
O pagamento está programado para o dia 13 de fevereiro. Terão direito aos proventos os investidores posicionados até 30 de janeiro, enquanto as cotas passaram a ser negociadas ex-direito a partir de 31 de janeiro.
Com base na cotação de R$ 78,25 no último pregão de janeiro, o dividend yield (rendimento de dividendo) mensal é de aproximadamente 0,91%.
Vale destacar que, conforme a legislação vigente, os rendimentos distribuídos por fundos imobiliários como o TGAR11 são isentos de Imposto de Renda (IR) para pessoas físicas.
Queda do TGAR11
No dia 27 de janeiro, o TGAR11 divulgou seu balanço de dezembro. No entanto, mais do que os números do período, foi a revisão do guidance de distribuição para 2026 que chamou a atenção do mercado, provocando uma queda superior a 11% na cotação do fundo.
Na atualização, a gestão indicou que os rendimentos do primeiro semestre de 2026 (1S26) podem recuar em até 30%, passando de R$ 1,00 para R$ 0,70 por cota. O fundo vinha mantendo uma sequência de pagamentos mensais de R$ 1,00 por cota, o que ajuda a explicar a reação negativa dos investidores.
Ainda assim, no acumulado dos últimos 12 meses, o TGAR11 distribuiu R$ 12,00 por cota, resultando em um dividend yield de 14,76% no período.
O que impactou o fundo?
De acordo com a TG Core Asset, a revisão do guidance não está relacionada a uma deterioração da qualidade do portfólio, mas sim a uma combinação de fatores operacionais e macroeconômicos.
Entre os principais pontos destacados pela gestora estão os atrasos nos desligamentos bancários das incorporações, a desaceleração na velocidade de vendas dos empreendimentos e o adiamento no recebimento da venda da Viel, controladora da Cipasa e da Nova Colorado.
Além disso, o ambiente de juros elevados segue pressionando o setor imobiliário. Com a Selic em 15% ao ano, o custo do crédito imobiliário aumentou, impactando diretamente a velocidade de geração de caixa do fundo.
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