Nesta quarta-feira (10) foi realizada a última “Super-Quarta” de 2025, termo usado quando Brasil e Estados Unidos divulgam suas decisões de política monetária no mesmo dia, sempre em uma quarta-feira.
No cenário internacional, houve redução de 0,25 ponto percentual (p.p.) na taxa básica norte-americana, levando o intervalo para 3,50% a 3,75% ao ano. Já no Brasil, o Copom decidiu manter a Selic em 15% ao ano, em decisão unânime.
Com isso, o Ibovespa (Ibov), principal índice da Bolsa brasileira (B3), operava em alta de 0,47% nesta quinta-feira (11), alcançando 159.799,23 pontos às 14h09 (horário de Brasília).
Por outro lado, o dólar caía 1,24% frente ao real, sendo negociado a R$ 5,40, repercutindo os dados dos EUA. No período, o S&P 500 registrava queda de 0,15% e o Nasdaq, de 0,80%. Apenas o Dow Jones avançava 1,23%.
Super-Quarta nos EUA
Antes de tudo, o corte de juros nos Estados Unidos já era amplamente esperado. De acordo com o CME FedWatch Tool, 89% das apostas antecipavam exatamente esse afrouxamento monetário.
Embora não tenha ocorrido unanimidade, o Fed destacou que a atividade econômica segue em ritmo moderado. Além disso, as projeções mostraram forte divergência entre os dirigentes para 2026.
Quatro membros enxergam juros entre 3,50% e 3,75%, sem cortes adicionais. Outros quatro projetam o patamar entre 3,25% e 3,50%, enquanto o grupo final prevê intervalo de 3% a 3,25%.
O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, reforçou o compromisso com dois pilares: estabilidade da inflação e promoção do emprego. Contudo, ele admitiu que a tarefa ficou mais difícil, dado que a inflação segue acima da meta de 2% e o mercado de trabalho vem perdendo força.
Cenário brasileiro
No Brasil, a manutenção da Selic não surpreendeu o mercado. Investidores já projetavam que os cortes não aconteceriam no curto prazo, e o Copom reforçou que a política monetária deve permanecer “significativamente contracionista” por um período prolongado.
Os diretores do Banco Central (BC) apontaram fatores como expectativas de inflação desancoradas, projeções pressionadas, atividade econômica ainda forte e tensões no mercado de trabalho, que continuam influenciando o cenário.











