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Entenda como a alta da Selic reflete nos fundos imobiliários

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O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu, nesta quarta-feira (28), manter a taxa básica de juros (Selic) em 15% ao ano. Com isso, o patamar segue como um dos vetores de curto e médio prazo para o mercado de fundos imobiliários, já que a taxa funciona como referência para o custo de oportunidade.

“A Selic é o principal parâmetro de preço de risco da economia. Quando está elevada, reduz a atratividade relativa dos FIIs e afeta o valuation dos ativos imobiliários”, destaca Bianca Azevedo, especialista em investimentos e MBA em Finanças pela Faculdade Brasileira de Negócios e Finanças (FBNF).

Segundo a especialista, os efeitos da taxa elevada também atingem o mercado imobiliário real. “Juros altos encarecem o crédito, pressionam a valorização dos imóveis e podem reduzir taxas de ocupação em segmentos mais sensíveis, como escritórios e lajes corporativas.”

Ainda assim, Azevedo ressalta que o desempenho recente do setor mostra resiliência. “Mesmo com a Selic em 15%, o IFIX bateu recordes em 2025, impulsionado por captações relevantes e pela expectativa de transição de ciclo. Isso mostra que parte dos investidores já antecipa um novo ambiente monetário”, afirma.

Reprecificação dos fundos imobiliários

De acordo com Cristiano Leal, planejador financeiro e especialista em investimentos, a trajetória esperada da Selic pode provocar uma reprecificação dos FIIs. “O mercado já precificava a manutenção da taxa nesta reunião, mas espera o início dos cortes ao longo de 2026, levando a Selic para algo entre 12% e 13%”, explicou.

“Com juros menores, o custo de oportunidade da renda fixa cai e os FIIs voltam a competir melhor pelos recursos. Além disso, a queda dos juros futuros aumenta o valor presente dos fluxos de caixa, o que tende a valorizar as cotas”, acrescentou.

Leal ainda observa que, historicamente, o IFIX costuma se antecipar aos cortes, registrando valorizações antes mesmo do início efetivo do ciclo de redução da taxa básica.

Selic em 15% ao ano: O que fazer?

Para Leonardo Santana, especialista em investimentos e sócio da casa de análise Top Gain, juros altos reduzem o apetite ao risco. “Em um cenário de juros elevados, o investidor compara o risco do mercado imobiliário com a renda fixa e acaba reduzindo exposição aos FIIs.”

No entanto, ele ressalta que a virada do ciclo costuma ser o ponto de inflexão. “Quando a Selic inicia um ciclo de queda, mesmo que gradual, a renda fixa perde atratividade e os fundos imobiliários voltam a ganhar espaço nas carteiras, combinando renda recorrente e potencial de valorização.”

Por fim, Santana destaca que, para investidores de médio e longo prazo, o momento atual da Selic pode representar uma oportunidade para quem buscar entrar no mercado de fundos imobiliários, devido os descontos que podem gerar ganhos relevantes quando o ciclo monetário mudar.

Com o IFIX mostrando força mesmo em um cenário de juros elevados, identificar fundos imobiliários bem posicionados faz toda a diferença. As carteiras recomendadas da Orion Research já estão ajustadas para aproveitar o desempenho do índice e antecipar o próximo ciclo de valorização. Confira aqui!

Mercado em Tempo Real

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