O Ibovespa (Ibov) fechou em queda nesta quarta-feira (18), a chamada “Super-Quarta”, em meio às expectativas pelas decisões de política monetária (Copom) no Brasil, sobre a taxa básica de juros (Selic), e pela medida do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) nos Estados Unidos.
A Super-Quarta, como é conhecida a quarta-feira em que essas decisões se concentram, foi marcada por posturas distintas entre as autoridades monetárias.

Decisão do Fed
Nos EUA, os diretores do Federal Reserve (Fed, equivalente ao Banco Central) optaram por manter os juros no intervalo de 3,50% a 3,75% ao ano e sinalizaram apenas um corte ao longo de 2026.
Segundo a autoridade monetária, dados recentes indicam uma inflação ainda resiliente, enquanto o mercado de trabalho começa a perder força. Assim, a decisão já era amplamente esperada.
Segundo apostas, cerca de 99% dos agentes previam a manutenção das taxas pela manhã, de acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group.
Além disso, o comunicado destacou que a atividade econômica segue em ritmo sólido. Embora o crescimento do emprego tenha sido mais moderado e a taxa de desemprego tenha variado pouco nos últimos meses. Já a inflação permanece levemente elevada.
“O Comitê busca alcançar o máximo de emprego e inflação na taxa de 2% ao longo do prazo. A incerteza sobre as perspectivas econômicas permanece elevada. As implicações dos acontecimentos no Oriente Médio para a economia dos Estados Unidos são incertas. O Comitê está atento aos riscos para ambos os lados de seu duplo mandato”, informou o Fed.
Copom reduz a taxa Selic
No Brasil, por outro lado, o Copom optou por reduzir a taxa básica de juros (Selic) para 14,75% ao ano, ante 15% a.a., em decisão unânime.
Assim como no exterior, o movimento já era esperado pelo mercado, que passou a precificar um corte de 0,25 ponto percentual (p.p.) nos últimos dias, diante das projeções de pressão inflacionária global, especialmente com a alta do petróleo.
Com o início dos ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, a commodity tem se mantido em patamar elevado, aumentando as preocupações com a inflação.
Além disso, os diretores do Banco Central (BC) já haviam sinalizado, na reunião de janeiro, a possibilidade de flexibilização da política monetária. Embora reforçando a necessidade de manter uma postura restritiva para garantir a convergência da inflação à meta.
Esta foi a primeira redução da Selic desde junho de 2025, quando o Banco Central elevou a taxa para 15% ao ano, nível que foi mantido por seis reuniões consecutivas.
Diante desse cenário global e doméstico, decisões de política monetária seguem sendo determinantes para os mercados. Por fim, a Orion Research disponibiliza carteiras recomendadas que acompanham os impactos dos juros e identificam oportunidades alinhadas ao ciclo econômico. Conheça a carteira clicando aqui!











