Em comunicado divulgado ao mercado nesta sexta-feira (16), o fundo imobiliário SARE11, gerido pelo Santander Brasil, informou a conclusão da etapa final de sua liquidação, iniciada ainda em 2025, com a venda das frações de cotas geradas na conversão para o fundo comprador.
Segundo a gestora, o leilão das frações, realizado após a venda integral do portfólio do fundo, foi encerrado em 9 de janeiro, na Bolsa brasileira (B3), representando mais um avanço no processo de encerramento definitivo do veículo.
Liquidação do SARE11
A amortização integral das cotas do SARE11 foi aprovada em assembleia, após a compra e a transferência de todo o portfólio para o BTLG11, fundo imobiliário do BTG Pactual.
Com isso, os cotistas receberam, em 5 de dezembro de 2025, participações no fundo comprador conforme a proporção de troca definida, assegurando a continuidade do investimento no segmento logístico.
A operação resultou na geração de frações de cotas para parte dos investidores, em razão de posições que não corresponderam a números inteiros. Essas frações foram agrupadas, totalizando 12.182 cotas inteiras do BTLG11, posteriormente levadas a leilão na B3.
Leilão na B3
Após o leilão realizado em 9 de janeiro, conduzido pela administradora do SARE11 com intermediação da BTG Pactual CTVM, foi apurado o valor de aproximadamente R$ 103,875592 por cota, resultando em um volume financeiro total de R$ 1.263.840,77.
Nesse contexto, os recursos obtidos serão destinados ao rateio proporcional entre os investidores impactados pela conversão, considerando exclusivamente a comercialização das frações remanescentes após a liquidação. A gestora ressaltou que não houve impacto adicional para os cotistas que já detinham posições inteiras.
Além disso, os investidores que tiveram suas frações liquidadas na operação terão direito ao reembolso proporcional, conforme a quantidade de frações originalmente detidas. O pagamento está previsto para 19 de janeiro.
Segundo a gestora, o cálculo será realizado a partir da multiplicação da fração de cota devida pelo preço unitário obtido no leilão. Assim, um investidor com 0,9 fração de cota, por exemplo, deverá receber aproximadamente R$ 93,49.
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