O fundo imobiliário SARE11, do grupo Santander, deve passar por uma grande mudança nos próximos meses, com base na convocação de uma assembleia geral extraordinária (AGE) para vender todo seu portfólio ao BTLG11, fundo da BTG Pactual, por R$ 475,9 milhões. Com isso, o FII deixara de fazer parte da bolsa brasileira (B3).
Na segunda-feira (19) a gestão anunciou a assinatura de uma carta-proposta com o BTG, para realização da venda de seus ativos, formado por 100% dos imóveis Edificio Work Bela Cintra e Galpão Santo André, além de 75% do imóvel WT Morumbi, todos localizado em São Paulo. O SARE11 ainda conta com cotas de outros FIIs e passará todo caixa disponível para o BTLG11.
O pagamento será realizado por meio da entrega de cotas do fundo da BTG, a serem emitidas ao valor patrimônial, e caso não aceito, será pago o valor de R$ 408,7 milhões a vista, quando a passagem das escrituras forem concluidas. Após isso o FII SARE11 será liquidado.
Ademais, o Santander aponta que a negociação tem prazo de até cinco meses para ser finalizada, dependendo da aprovação de 30 mil cotistas. Com quórom — número mínimo de votos — qualificado de ao menos 25% das cotas do fundo, de acordo com a posição no pregão desta segunda-feira (19). A votação ocorrerá até o dia 6 de junho.
Visão do BTLG11 sobre SARE11
Segundo o BTG Pactual, a aquisição do portfólio do SARE11 será realizado com base no valor patrimonial das cotas, sem risco de diluição para os cotistas atuais.
“O negócio marca um passo estratégico para o BTLG11, ao adquirir ativos com desconto sobre o valor patrimonial, via emissão sem custos adicionais, reforçando o valor justo do fundo frente ao mercado”, afirmou o banco.
O BTG também divulgou a intenção de vender imediatamente os ativos corporativos que serão adquiridos na compra, mantendo o Galpão Santo André, cujo cap rate anual projetado é de 12%. O ganho patrimonial deve ser de R$ 20 milhões, expandido a liquidez do fundo em até R$ 480 milhões, refletindo na posição para novas compras estrangeiras.






