No novo episódio da “Terça de Valor”, o investidor Samuel Silveira Lima relatou sua trajetória até alcançar a liberdade financeira aos 36 anos, após anos de disciplina financeira, investimentos consistentes e uma estratégia focada em geração de renda passiva.
A convite de Gabriel Porto, Samuel contou como descobriu o mercado financeiro em 2019, aos 28 anos, período que classificou como uma das fases mais importantes de sua vida. Na época, iniciou seus primeiros aportes em Tesouro Selic, CDBs, títulos atrelados ao IPCA e fundos imobiliários.
Segundo o investidor, a conquista da liberdade financeira foi possível graças à combinação entre aportes elevados, construídos ao longo da carreira CLT, e o investimento contínuo em qualificação profissional.
“É muito importante a pessoa ter o hábito de investir, de poupar, nem que seja um pouquinho ali, R$ 50, R$ 100”, explicou Samuel.
“Mas eu entendo que na fase em que uma pessoa esteja conseguindo só investir R$ 50, R$ 100, ela vai atingir o objetivo dela muito de forma muito mais demorada. Então eu sempre recomendo que ela faça o quê? que ela invista nela, invista em conhecimento“, completou.
O ínicio de sua trajetória
Durante a entrevista, Samuel relembrou que, apesar de não conhecer investimentos aos 18 anos, sempre teve perfil poupador. “Entrei no meu primeiro emprego com 18 anos de idade, trabalhei por cerca de 2 anos e 9 meses, e durante esse período eu sempre fui um excelente poupador.”
Com os recursos acumulados ao longo dos primeiros empregos, o investidor conseguiu realizar diversas conquistas, incluindo a compra de terrenos e um intercâmbio na Irlanda pago integralmente à vista.
Já o contato com o mercado financeiro aconteceu de forma gradual, começando pelo Tesouro Selic, passando por CDBs e LCIs, até chegar aos fundos imobiliários.
Contato com os fundos imobiliários
O primeiro contato de Samuel com FIIs aconteceu em outubro de 2019, quando adquiriu sua primeira cota do BTHF11, antigo BCFF11, fundo imobiliário gerido pelo BTG Pactual.
“Eu comecei a ver bastante vídeo sobre fundos imobiliáries, sobre renda passiva, sobre dividendos”, contou Lima. “Aquilo ali foi a minha virada de chave. Eu falei, eu vou, é isso aqui que eu quero.”
Poucos dias após a compra, ele recebeu seu primeiro dividendo, no valor aproximado de R$ 0,57. Segundo Samuel, aquele momento mudou completamente sua visão sobre investimentos.

A partir daquele momento, o investidor passou a migrar gradualmente o patrimônio que mantinha na poupança para ativos geradores de renda, incluindo fundos imobiliários e ações focadas em dividendos.
“Meu foco sempre foi dividendos, se a empresa não pagasse dividendos para mim não fazia sentido, por mais que ela tenha tivesse um potencial muito grande de valorização no longo prazo”, disse.
Futuro do INSS preocupa Samuel
Outro ponto abordado por Samuel durante o episódio foi sua preocupação com o futuro do sistema previdenciário brasileiro (INSS)
Segundo ele, a possibilidade de um desequilíbrio estrutural no INSS foi um dos principais fatores que aceleraram sua busca pela liberdade financeira antes dos 40 anos.
Para o investidor, confiar exclusivamente na aposentadoria pública pode representar um risco crescente diante do envelhecimento populacional e da redução proporcional da base de contribuintes.
“Se a gente permanecer e continuar do jeito que a banda tá tocando, a gente vai ter um INSS que vai entrar em colapso aí um em um curto espaço de tempo”, declarou o investidor.
Saída do CLT
Em 2026, Samuel decidiu encerrar oficialmente sua carreira CLT após aderir a um Programa de Demissão Voluntária (PDV) oferecido pela empresa onde trabalhava.
Além disso, o estilo de vida também pesou na decisão, já que a rotina de trabalho comprometia sono e qualidade de vida.
Com isso, o investidor também reduziu seu padrão de vida, buscando economizar ainda mais, ao passo de conquistar mais rápido sua liberdade financeira. “A primeira coisa que eu fiz foi sair de São Paulo, reduzir o padrão de vida. Acho que é o primordial para quem quer atingir a liberdade financeira.”
Liberdade financeira
Atualmente, Samuel mantém uma carteira diversificada com 15 fundos imobiliários, distribuídos entre FIIs de tijolo, papel, desenvolvimento, renda urbana e energia limpa.
Além disso, conta com ações da Petrobras (PETR3;PETR4). “Ela é a única ação da minha carteira, antes do meu último aporte nela, em que os dividendos que eu recebi, eles foram suficientes para bancar o valor que eu investi“, contou.
Por fim, Samuel reforçou que investir deixou de ser apenas uma alternativa para se tornar uma necessidade. “Investir hoje não é mais uma opção. É uma necessidade.”
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