O Fiagro RURA11, gerido pelo Itaú Unibanco, registrou em setembro o maior resultado de 2025, com lucro contábil de R$ 20,8 milhões, um avanço de 50,7% em relação a agosto, quando havia encerrado o mês com R$ 13,8 milhões.
Esse é o melhor desempenho desde dezembro de 2024, quando o fundo contabilizou R$ 26,5 milhões. O resultado foi impulsionado pela manutenção das receitas, que totalizaram R$ 22,5 milhões, mesmo valor observado no mês anterior.
Aumento na distribuição de dividendos
Com base no desempenho, o fundo anunciou a distribuição de R$ 0,11 por cota em dividendos, o maior patamar dos últimos 16 meses e uma alta em relação a agosto, quando o valor foi de R$ 0,10 por cota. O pagamento ocorreu em 7 de outubro.
Considerando a cotação de R$ 8,29 no último pregão de setembro, o dividend yield (rendimento de dividendo) mensal foi de 1,33%, o que representa retorno anualizado de 17,1% e 13,6% sobre o valor patrimonial.
Mesmo após a distribuição, o fundo manteve lucro contábil acumulado de R$ 12 milhões, equivalente a R$ 0,076 por cota. Conforme a legislação vigente, os proventos do RURA11 são isentos de Imposto de Renda (IR) para pessoas físicas.
Carteira do RURA11
Ao fim de setembro, o RURA11 mantinha 93% de seu patrimônio líquido alocado em operações de crédito do agronegócio. No período, o fundo reduziu sua exposição à Hohl, buscando equilibrar a representatividade de cada devedor.
Também houve o pré-pagamento de um CRA pela Usina São Domingos, em função da melhora no perfil de crédito e de novas captações em condições mais favoráveis, o que resultou na quitação antecipada e pagamento de prêmio ao fundo.
Apesar do cenário de menor liquidez e restrição de crédito no agronegócio, a carteira do RURA11 segue sólida e pulverizada, com 63 devedores distribuídos por diferentes regiões e segmentos produtivos do país.
O Itaú Unibanco reforçou que a estratégia é manter o fortalecimento da reserva contábil de lucros, permitindo incrementos graduais nas distribuições dos próximos meses, caso as condições de mercado se mantenham estáveis.
Há, no entanto, sinais de recuperação no setor, apoiados pelos bons resultados da última safra e pelas perspectivas positivas para o ciclo 2025/2026, atualmente em fase inicial de plantio nas principais regiões produtoras.













