O fundo imobiliário RECR11, gerido pela REC Gestão de Recursos, apresentou os resultados referentes a setembro com uma queda de aproximadamente 5% no lucro líquido em relação a agosto, passando de R$ 20,666 milhões para R$ 19,625 milhões. A receita do período totalizou R$ 22,31 milhões, com despesas de R$ 2,638 milhões.
O desempenho foi impulsionado pelos rendimentos provenientes de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), que compõem a base majoritária da carteira, e também por cotas de outros fundos imobiliários.
Redução nos dividendos do RECR11
O balanço mensal serviu como referência para a distribuição de R$ 0,7422 por cota em dividendos, correspondendo a um montante de R$ 19,624 milhões. O valor representa o menor provento dos últimos 12 meses, com queda de 5% em relação a agosto. O pagamento está previsto para esta terça-feira (14) aos investidores posicionados até 30 de setembro, data de corte.
Com base na cotação de R$ 80,73 no último pregão de setembro, o dividend yield (rendimento de dividendo) mensal foi de 0,919%, enquanto o rendimento anualizado alcançou 11,03%, o que equivale a 97% do CDI líquido de impostos.
O resultado reflete, principalmente, a variação da inflação nos meses de julho e agosto, de 0,26% e -0,11%, respectivamente, uma vez que 86% da carteira do fundo está atrelada ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
No fechamento de setembro, o RECR11 apresentava 95% dos recursos alocados, distribuídos entre 97 operações de CRIs e cinco posições em cotas de outros FIIs. O fundo soma cerca de 26.441.650 cotas, detidas por 173.162 cotistas, e possui uma taxa de administração de apenas 0,20% ao ano.
Desde sua oferta inicial em dezembro de 2017, o RECR11 acumulou um retorno distribuído de 145,7% sobre a cota inicial de R$ 100, superando o CDI líquido do mesmo período, que foi de 75,7%.






