O PicPay oficializou nesta terça-feira (20) os detalhes de sua oferta pública inicial de ações (IPO) na Nasdaq, conforme documentos protocolados junto aos reguladores dos Estados Unidos. A fintech passará a ser negociada pelo ticker “PICS”, com estreia prevista para 29 de janeiro de 2026.
A operação prevê uma movimentação entre US$ 2,2 bilhões e US$ 2,6 bilhões, dependendo do preço final por ação. Segundo os irmãos Joesley e Wesley Batista, contraladores da fintech, as ações serão ofertadas na faixa de US$ 16 a US$ 19, com definição do valor exato marcada para o dia 28 de janeiro, véspera da listagem.
IPO do PicPay na Nasdaq
No geral, a captação do PicPay pode ficar em torno de US$ 400 milhões caso o preço seja definido no centro da faixa, ou US$ 500 milhões se for precificado no topo.
Além disso, a oferta será de 26,3 milhões de ações, equivalente a cerca de 21% do capital da companhia, mantendo a J&F Participações, holding dos irmãos Batista, como controladora do negócio.
Desse valor, US$ 75 milhões já estão garantidos na abertura de capital por meio da Bycicle, veículo de investimento do bilionário colombiano Marcelo Claure. Esse investidor terá obrigação de manter os papéis em carteira por pelo menos seis meses.
A oferta trata-se do primeiro IPO brasileiro em Nova York em quatro anos, desde a listagem do Nubank, em dezembro de 2021. Os bancos coordenadores da oferta são Citi, Bank of America (BofA) e Royal Bank of Canada (RBC).
Situação do Picpay
No documento apresentado a investidores durante os roadshows e enviado à Securities and Exchange Commission (SEC), a empresa detalhou sua situação financeira e seus planos de crescimento.
O PicPay foi fundado em 2012, no Espírito Santo, e passou a receber investimentos mais robustos da família controladora a partir de 2015.
Apenas entre janeiro e setembro de 2025, a companhia registrou um crescimento de 92% na receita, alcançando R$ 7,26 bilhões, enquanto o lucro avançou 82%, totalizando R$ 314 milhões no período.
Por fim, o IPO do PicPay reforça a importância de acompanhar movimentos de capital global e, para quem busca se posicionar com estratégia, as carteiras recomendadas da Orion Research analisam oportunidades alinhadas a esse novo ciclo de mercado. Saiba mais clicando aqui!










