Os contratos futuros do petróleo Brent encerraram esta segunda-feira (13) com alta de 0,9%, cotados a US$ 63,32 por barril. A valorização foi impulsionada pela confirmação de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve se encontrar com o presidente chinês, Xi Jinping, no fim de outubro, sinalizando um alívio nas tensões comerciais entre as duas maiores economias do mundo.
Na última sexta-feira (10), o Brent havia registrado queda de 4%, atingindo o menor patamar desde maio, após Trump ameaçar cancelar a reunião com Xi e impor uma taxa de 100% sobre as importações chinesas, o que poderia reduzir a demanda global por petróleo em um momento em que o mercado já teme um excesso de oferta.
Entretanto, durante o fim de semana, Trump afirmou que as relações entre os países “ficarão bem”. Já nesta segunda-feira, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, reforçou o otimismo ao dizer que o encontro “segue no caminho certo” para acontecer na Coreia do Sul no fim de outubro. “Nós reduzimos substancialmente a escalada”, declarou Bessent.
Valor do Petróleo
De acordo com Suvro Sarkar, analista do DBS, a recente valorização do Brent reflete a disposição de Washington e Pequim em negociar, limitando a pressão vendedora nos mercados. Ele destaca que as perspectivas de curto prazo para o petróleo dependem diretamente do resultado final das negociações comerciais.
Um cenário semelhante foi observado entre março e abril, quando o preço do barril recuou durante o auge das tensões comerciais. “Qualquer redução no comércio internacional só pode ser baixista para o petróleo”, afirmaram os analistas da PVM Energy em nota a clientes.
Apesar das incertezas, a demanda chinesa por petróleo segue firme. Segundo dados da alfândega, as importações da China em setembro aumentaram 3,9% em relação ao mesmo período do ano anterior, alcançando 11,5 milhões de barris por dia. O dado reforça a resiliência da demanda asiática, que tem sido um dos principais sustentos dos preços internacionais da commodity.






