As ações da Petrobras (PETR3; PETR4) lideraram a ponta negativa do Ibovespa (Ibov), principal índice da Bolsa brasileira (B3), nesta terça-feira (14), ao encerrar a sessão em queda, acompanhando os contratos futuros do petróleo Brent para junho.
No período, o Brent para junho, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, registrou baixa de 4,54%, a US$ 94,85, refletindo o alívio nas tensões geopolíticas no Oriente Médio, com a guerra entre Estados Unidos e Irã.
No fechamento da sessão, os papéis PETR3 e PETR4 encerraram com queda de 4,44% (R$ 52,61) e 3,82% (R$ 47,95), respectivamente.
Atualmente, a ação preferencial da Petrobras (PETR4) segue como a mais negociada da bolsa, com 59,8 mil negócios e giro financeiro de R$ 1,98 bilhão.
Na véspera, em 13 de abril, a Petrobras havia fechado com valor de mercado de R$ 680,1 bilhões, impulsionada pelas novas ameaças dos Estados Unidos ao Irã. No entanto, com o movimento desta sessão, a estatal perdeu cerca de R$ 30,3 bilhões, passando a valer R$ 649,7 bilhões.

O que afetou o petróleo hoje?
Em meio aos conflitos no Oriente Médio, a expectativa por uma nova rodada de negociações entre Estados Unidos e Irã para um cessar-fogo definitivo pressionou os preços do petróleo nesta terça-feira.
Segundo informações da Reuters, os dois países podem retomar as negociações nos próximos dias, com possibilidade de avanço ainda nesta semana.
De acordo com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, as tratativas com o Irã “podem ocorrer nos próximos dois dias” no Paquistão. “Algo pode acontecer nos próximos dois dias, e estamos mais inclinados a ir para lá”, afirmou.
Ações da Petrobras
Para a XP Investimentos, apesar da recente queda, as ações da Petrobras acumulam valorização de cerca de 60% em 2026 e seguem entre as principais recomendações da casa.
Os analistas destacam que o papel ganhou atratividade diante das mudanças no cenário do petróleo, com a guerra no Irã, além da resiliência na geração de caixa, mesmo com a política de preços domésticos.
A XP estima que os subsídios do governo, que somam cerca de R$ 1,12 por litro, adicionam aproximadamente US$ 6,5 bilhões ao FCFE, levando a geração total para cerca de US$ 20,7 bilhões, considerando um cenário com o Brent a US$ 100 por barril.
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