O mercado financeiro iniciou esta quarta-feira (11) reagindo a dados mais fortes do que o esperado do payroll dos Estados Unidos. Em janeiro, os EUA criaram 130 mil postos de trabalho, acima das projeções do mercado, reforçando a percepção de resiliência do mercado de trabalho.
No relatório, a taxa de desemprego caiu para 4,3%, enquanto os salários avançaram 0,4% no mês. Atualmente, o mercado precifica quase 95% de probabilidade de manutenção da taxa de juros pelo Federal Reserve (Fed) em março.
Diante do resultado, o presidente dos EUA, Donald Trump, comemorou os números e voltou a defender a necessidade de juros mais baixos para o governo norte-americano, citando o impacto fiscal do atual patamar das taxas.
Com isso, os principais índices de Wall Street abriram o dia em alta. O Dow Jones avançou 0,36%, aos 50.368,25 pontos, o S&P 500 subiu 0,43%, aos 6.971,57 pontos, enquanto o Nasdaq registrou alta de 0,40%, aos 23.195,06 pontos.
Para Trump, os números de emprego foram “ótimos, muito maiores que o esperado”, destacando que o país deveria estar pagando “MUITO MENOS” em seus títulos públicos.
“Os Estados Unidos deveriam, portanto, estar pagando a MENOR TAXA DE JUROS, de longe. Isso representaria uma ECONOMIA EM CUSTOS DE JUROS DE PELO MENOS US$ 1 TRILHÃO POR ANO – ORÇAMENTO EQUILIBRADO, E AINDA SOBRA. UAU!”, escreveu em sua rede social, a Truth Social.
Payroll dos EUA
Segundo o Departamento do Trabalho dos EUA, o país registrou a criação de 130 mil vagas de emprego em janeiro, número acima do estimado pelo Projeções Broadcast. Em paralelo, a queda da taxa de desemprego para 4,3% reforça a leitura de um mercado de trabalho ainda estável, reduzindo a pressão por cortes imediatos de juros.
Para efeitos de comparação, em dezembro de 2025 os dados foram revisados para baixo, com a criação de 48 mil vagas. Enquanto a taxa de desemprego recuou de 4,4% para 4,3%.
Impacto nos dados
A performance positiva do payroll foi impulsionada por setores sensíveis à sazonalidade, como varejo e empresas de entrega, refletindo uma menor dependência de contratações temporárias em comparação ao ano anterior.
Historicamente, janeiro concentra o maior volume de demissões relacionadas ao fim das contratações de fim de ano. Neste ciclo, porém, a menor contratação sazonal também resultou em demissões mais contidas, sustentando o saldo positivo de empregos.
Análise sobre o desempenho
Apesar do resultado acima do esperado, analistas avaliam que o mercado de trabalho segue sem grande dinamismo. Economistas apontam que políticas comerciais e de imigração do governo Trump têm esfriado as contratações, ainda que os cortes de impostos possam impulsionar o emprego ao longo do ano.
No mês passado, o Fed manteve a taxa básica de juros na faixa de 3,50% a 3,75%. O que reforça o discurso de cautela diante de uma economia ainda resistente.
Em contraponto, a secretária do Trabalho, Lori Chavez-DeRemer, afirmou que o relatório indica que a economia começou o ano com “força inegável”. Além disso destaca o desempenho do setor privado e da construção, impulsionados por novos projetos industriais.
Segundo ela, enquanto o setor privado avança, o emprego no setor público federal caiu ao menor nível desde 1966, refletindo a redução do que classificou como burocracia excessiva.












