Em decorrência dos números fortes no primeiro trimestre do novo ano fiscal (1T26), encerrado em 27 de abril de 2025, as ações da Nvidia (NVDA) operam em alta na sessão desta quinta-feira (29) no Ibovespa (Ibov), principal índice da bolsa brasileira (B3). Às 14h37 (horário de Brasília), o NVDC34 — como é listada na B3 — alcançava 2,87%, cotado a R$ 16,49, enquanto no Nasdaq em Nova York chegava a 3,35%, valendo US$ 139,33.
No período a fabricante de chips e semicondutores atingiu uma receita de US$ 44,1 bilhões, aumento de 12% ante trimestre anterior e 69% sobre ano anterior. Já o lucro líquido totalizou US$ 18,77 bilhões, indo para US$ 19,89 bilhões com ajustes, alta de 31% na mesma comparação.
O valor é equivalente a US$ 0,81 por ação, com base no desdobramento de ações de 10 para 1 realizado em junho, passando para US$ 0,96 ao ser ajustado, ficando acima das expectativas dos analistas, que estimavam US$ 0,93.
Avanço das IAs e impacto da Nvidia
Acompanhando o desempenho positivo, o setor de Data Center da Nvidia que inclui chips e sistemas voltados para computação de inteligência artificial (IA), registrou uma receita de US$ 39,1 bilhões, elevação de 10% em relação ao espaço de tempo anterior, e crescimento de 79% a mesma época no ano passado.
O CEO da companhia, Jensen Huang, relata que esse é um momento ótimo para o setor, “A demanda global pela infraestrutura de IA da Nvidia é incrivelmente forte”, afirmou. A divisão representou 88% das vendas totais da Nvidia durante o período. “Nosso supercomputador Blackwell NVL72 AI, uma ‘máquina pensante’ projetada para raciocínio, agora está em produção em larga escala com fabricantes de sistemas e provedores de serviços de nuvem”, complementou.
A margem bruta no trimestre foi de 61%, porém teria sido de 71,3% sem o impacto das restrições à China sobre exportação de produto.
Efeitos da guerra comercial
No dia 9 de abril de 2025, a Nvidia foi informada pelo governo dos Estados Unidos sobre a necessidade de uma licença para exportação de chips da linha H20 — GPUs potentes otimizadas para inferência de IA — para o país asiático.
A decisão faz parte da guerra comercial, iniciada pelos EUA, que atualmente vem causando impactos em diversos países. O segmento de IA é uma das dispustas na troca de tarifas, com uso militar como uma das frentes.
O ato desencadeou um prejuízo de US$ 4,5 bilhões para a companhia no primeiro trimestre fiscal de 2026, já que com as restrições õcorreu o acumulo de estoque dos chips H20. Antes da implicação a Nvidia já tinha vendido US$ 4,6 bilhões em produtos da linha, não conseguindo entregar os outros US$ 2,5 bilhões após requerimento de licença.
A companhia pretende aplicar US$ 500 bilhões em investimentos de supercomputadores de IA nos Estados Unidos.






