As ações do Nubank (ROXO34) operam em alta no Ibovespa (Ibov), principal índice da Bolsa brasileira (B3), nesta terça-feira (26), após o Santander revisar as projeções para a companhia, que recentemente apresentou recuperação nos resultados do segundo trimestre (2T25).
Por volta das 17h30 (horário de Brasília), os papéis avançavam 2,35%, cotados a R$ 13,09. O banco elevou a recomendação do ROXO34 de venda para neutra, com preço-alvo revisado de US$ 9 para US$ 16, o que representa um potencial de valorização de 12% em relação ao último fechamento na segunda-feira (25).
Segundo os analistas, o Nubank ingressou em uma nova etapa de crescimento do lucro, com recuperação da receita líquida de juros (NII), da margem financeira (NIM) e da estabilidade dos NPLs (empréstimos inadimplentes) no período.
“Olhando para 2026, os efeitos macroeconômicos favoráveis de uma Selic em queda devem reduzir tanto os custos de captação quanto os NPLs. Esse cenário é especialmente positivo para bancos focados em clientes de baixa renda, como o Nubank e o Bradesco (BBDC4)”, escreveram.
ROE sobe com valor patrimônial
O Santander aponta que, considerando o preço sobre o valor patrimonial (P/VB) do Nubank, atualmente em 4,4 vezes, o retorno sobre o capital próprio (ROE) deve se manter em um patamar sustentável de 41%, acima da projeção de 30%.
“Se mudarmos o foco para um P/L de longo prazo, considerando o perfil de crescimento e retorno da NU, um múltiplo de 13x em 2027 não parece excessivo”, explicaram.
Operações do Nubank (ROXO34)
Entre os fatores que sustentam o otimismo em relação ao futuro do Nubank está a operação no México, que, de acordo com o relatório, inclui expertise regulatória e contará com uma licença bancária, abrindo espaço para atuar com empréstimos consignados, depósitos segurados e financiamentos mais baratos.
“Vemos o ponto de equilíbrio no México como um potencial reacender da tese otimista de que, se a NU conseguir vencer no país, terá uma prova de conceito de que seu modelo de negócios é replicável globalmente, um elemento vital para sustentar a narrativa de crescimento”. afirmaram.
Além disso, os analistas destacam a aquisição da Hyperplane, empresa do Vale do Silício comprada pelo Nubank em 2024, responsável pelos aumentos nos limites dos cartões de crédito dos clientes implementados no 2T25.
“Temos discutido a Hyperplane com a NU e participantes do mercado para entender melhor o potencial da empresa. A NU tem enfatizado consistentemente sua importância, ao mesmo tempo em que observa que ela complementa os sistemas que já possui”, disseram.
O Santander ressalta ainda que a tecnologia da Hyperplane é totalmente transferível, o que pode impulsionar o desempenho e acelerar a expansão das operações no México.






