Apesar da forte valorização acumulada nos últimos 12 meses, as ações do Nubank (ROXO34) recuaram mais de 7% em apenas dois pregões, passando a acumular queda de cerca de 4% em 2026. O movimento acendeu dúvidas entre investidores sobre o momento de entrada no papel.
De acordo com relatório do Itaú BBA, o Nubank figura entre as ações financeiras de pior desempenho na América Latina no ínicio do ano, com queda de aproximadamente 3% em 2026, com base na negociação na bolsa de Nova York.
No entanto, a avaliação dos analistas é de que o atual patamar de preços pode representar uma oportunidade, sustentada por fundamentos operacionais sólidos e expectativas positivas para o balanço do quarto trimestre de 2025 (4T25), cuja divulgação está prevista para esta quarta-feira (25).
O que faz o Nubank (ROXO34) cair?
Parte do mercado atribui o desempenho negativo recente a um receio global de que a maior disseminação de inteligência artificial (IA) possa reduzir vantagens competitivas de empresas líderes do setor financeiro. Porém, o Itaú BBA discorda dessa leitura.
Segundo os analistas, o Nubank tende a ser um dos principais beneficiários da adoção de IA, dado seu modelo de negócios altamente orientado a dados, além da capacidade de testar, adaptar e escalar soluções tecnológicas com rapidez.
“Não estamos ignorando as mudanças que a IA pode trazer para o cenário financeiro, mas vemos o Nubank como o principal beneficiário, e não o contrário”, escreveram.
Ademais, o banco reforça que o diferencial competitivo não está apenas no acesso à tecnologia, mas na habilidade de integrá-la de forma contínua aos processos internos. Simplesmente ter acesso à tecnologia não cria disrupção”, destacam.
Projeção e recomendação do Itaú BBA
Para o 4T25 do Nubank, o Itaú BBA projeta lucro líquido de R$ 4,8 bilhões, com retorno sobre o patrimônio (ROE) de 32,9%, acima do consenso de mercado. A receita total estimada é de R$ 17,8 bilhões, também levemente superior às expectativas médias
Diante desse cenário, o banco reiterou recomendação outperform (equivalente à compra) para as ações do Nubank e manteve preço-alvo de US$ 20 para o fim de 2026, o que representa potencial de valorização de cerca de 23,5% frente à cotação atual.
“Somos compradores na fraqueza e reiteramos suas ações como outperform (OP)”, reforçam os analistas do Itaú BBA.
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